Skip to content

História

Contexto para se ambientar na trama
Last edited 75 days ago by Gabriel Wesley Marques Santos.
História da toca do lobo:
Auugustão Guarrará era um lobo malandro nato. Magrelo, astuto e sempre buscando se dar bem, ele vivia de pequenos delitos e crimes oportunistas. Isso vai desde enganar as velhinhas na feira para roubar frutas até furtar itens de lojas de luxo quando tinha oportunidade, ele fazia de tudo para sustentar seu estilo de vida festeiro. Sua regra era simples: nunca ser visto. E sua habilidade como um lobo o ajudava a ser sorrateiro.
Porém, apesar de toda sua esperteza, ele quase nunca tinha dinheiro, sempre que conseguia algum bolão, acabava com tudo na mesma noite, ostentando em festas caras e pedindo os combos mais extravagantes de Leite MUUcoca Alcoólico. Para Auugustão, o amanhã era um problema distante. Até que em uma noite, ele se envolveu com a ovelha errada.
Em uma de suas aventuras noturnas, conheceu uma ovelha estilosa, o nome dela era Mimi Lalã, com suas belas lãs cacheadas e volumosas. Desde o primeiro olhar, ficou encantado. Decidido a tentar a sorte grande para impressioná-la, passou a noite toda jogando conversa pra boi dormir. E, de alguma forma, terminaram juntos em um MUUtel naquela noite — um trocadilho infame, mas apropriado para a situação.
Na manhã seguinte, antes mesmo de entender o que tinha feito na noite passada, sentiu o impacto do chão frio contra seu corpo. Sendo arremessado da cama como um saco de lixo. Desnorteado e cheio de dores, ergueu a cabeça e congelou ao ver quem estava ali diante dele.
O maior agiota da cidade estava diante de seus olhos. Ao seu lado, dois búfalos engravatados, grandes como geladeiras, mantendo seus braços cruzados. A ovelha da noite passada também estava lá, e seu olhar estava ardendo igual chamas.
— Acorda, campeão — disse Dom Carneiro com um sorriso perigoso. — Você tem uma dívida a pagar.
Sentindo um frio na espinha. Todos já tinham ouvido algumas histórias sobre Dom Carneiro. Quem lhe devia dinheiro não costumava viver tempo suficiente para contar para as próximas gerações.
Porém, Mimi Lalã estava apontando os casco na direção de Auugustão, indignada com alguma coisa.
— Esse canalha de rabo longo roubou meu colar de diamantes! Só fingiu estar interessado em mim para me enganar! Ele sabia o quão valioso era o colar vovô! — acusou em um tom ofegante.
Auugustão estava tão confuso, que piscava toda hora para ver se não era um sonho aquela situação. Ele não fazia ideia de onde o colar foi parar. Porém isso pouco importava agora. Dom Carneiro já havia o sentenciado.
— Você me deve 100.000 tigrins pelo colar meu jovem— disse Dom. — Alias vou ser piedoso com você! vou lhe dar oito semanas para pagar essa dívida.
Sabendo que o prazo era uma piada. Oito semanas? Se não pagasse antes, provavelmente acordaria com os búfalos colocando ele para queimar dentro de alguns pneus.
Ele precisava de um plano.
Mas ele não ia pagar e sim fugir para longe.
E já sabia exatamente para onde ir: Rio de Carneiro. A cidade dos seus sonhos. Seu primo morava lá e sempre falava sobre como era um paraíso:
— Aqui é felicidade pura, meu cria! Todo dia é festa, muita música, dança, bebidas a vontade... E, claro, muitas fêmeas bonitas! Ah, e o melhor de tudo Rei, tem praias! Você precisa ver isso! — diz o primo, sempre exaltando a cidade linda e maravilhosa.
Auugustão sempre sonhou em conhecer esse lugar, mas nunca teve oportunidade. Agora, não era mais uma escolha.
Era uma questão de sobrevivência.
Ele precisava sair da cidade. E bem rápido.
Ele precisava de um plano. Passou a manhã inteira debatendo com seu parceiro Caramelo até que uma ideia ousada — mas genial — surgiu.
Ele ia se inspirar no cara que mais temia.
Ele ia virar um agiota ou se não entrava pro bixo.
Caramelo tinha alguns contatos, e o Lobo, tinha sua lábia ao seu lado. A única coisa que precisavam era um local discreto. E Caramelo já tinha tudo planejado.
— Me dá um dia. Amanhã cedo a gente se encontra — disse ele com um brilho visionário em seus olhos.
Na manhã seguinte, lá estava ela.
Uma banca de jornal "A Toca do Lobo".
Uma estrutura velha, caindo aos pedaços, sobrevivendo aos seus últimos dias. Para qualquer um, era apenas um ponto decadente, ignorado pelos grandes prédios da cidade. Mas, a partir daquele momento, seria o disfarce perfeito para o mais novo serviço de agiotagem da região.
— Tá pronto, Pai! — Caramelo abriu os braços, orgulhoso. — Agora é só sentar e esperar os clientes e fazer o corre tio.
O Lobo ergueu uma sobrancelha.
— Você acha que alguém vai cair nessa?
Caramelo riu.
— Já deixei tudo Pá mano! Tenho dois parceiro de prontidão se a situação moia. E fica na paz, você nem vai precisar procurar cliente... Eu mesmo vou trazer eles.
Ele bateu no ombro do Lobo e sorriu.
— Tu é meu chegado tá ligado, confia em mim bro e relaxa. A gente vai sair dessa e quando tudo acabar, vamos juntos curtir essa vida boa no Rio de Carneiro!
Auugustão respirou fundo. Ainda não sabia se aquilo era um golpe de mestre ou apenas o pior erro da sua vida. Mas não tinha outra opção o tempo estava contra o relógio.
Se queria escapar, teria que jogar o jogo dos cara.

Want to print your doc?
This is not the way.
Try clicking the ··· in the right corner or using a keyboard shortcut (
CtrlP
) instead.