Esta etapa tem como objetivo definir claramente o problema sob a ótica do usuário.
Aqui você irá estruturar o Job To Be Done, entendendo contexto, motivação e resultado esperado — além de iniciar a conexão com métricas relevantes.
O foco é garantir que estamos resolvendo o problema certo.
Template zerado
Pronto para uso no seu contexto
1 - Alinhamento de contexto (10 min)
Qual resultado de negócio estamos buscando? Como isso impacta a estratégia maior? Qual métrica queremos mover?
2 - Definição do Job (parte mais importante)
Pergunte
O que o usuário está tentando resolver? Em qual situação isso acontece? O que muda na vida dele se isso funcionar? O que muda se não funcionar?
Construa ao vivo
Quando ________, quero ________, para poder ________.
Valide com o grupo
Estamos resolvendo isso mesmo?
3 - Mapeamento de fricções
Onde ele precisa pensar demais? Onde precisa sair do fluxo?
4 - Mapeamento emocional
Pergunte explicitamente
Como o usuário se sente nesse momento? O que gera mais insegurança?
Se ninguém souber responder → falta discovery.
5 - Alternativas atuais
Como ele resolve isso hoje? Se nosso produto não existisse, o que ele faria?
Isso revela concorrência real.
6 - Outcomes desejados
Pergunte
O que precisa ficar mais rápido? O que precisa ficar mais claro? O que precisa exigir menos esforço? O que precisa gerar mais segurança?
7 - Provocação estratégica (a parte que te diferencia)
Pergunte
Estamos resolvendo o problema certo? Estamos atacando causa ou sintoma? Se removêssemos metade das etapas, o que aconteceria? O que tornaria isso 10x mais simples?
Como isso te posiciona diferente
Em vez de dizer
“Essa tela está confusa.”
Diga
Estamos falhando em atender um job crítico de redução de incerteza.
Em vez de dizer
“Podemos simplificar.”
Diga
O esforço cognitivo está alto e isso está impactando diretamente a ativação.
Template preenchido
Exemplo real aplicado em um cenário
1 - Alinhamento de contexto
Qual resultado de negócio estamos buscando?
Aumentar conversão de aporte e reduzir custo operacional com suporte.
Como isso impacta a estratégia maior?
Fortalece retenção e aumenta receita recorrente anual.
Qual métrica queremos mover?
2 - Definição do Job
O que o usuário está tentando resolver?
Garantir que está investindo o valor correto sem erro fiscal.
Em qual situação isso acontece?
Durante planejamento financeiro anual ou próximo ao prazo de declaração.
O que muda na vida dele se isso funcionar?
Sente segurança financeira e confiança no produto.
O que muda se não funcionar?
Postergará decisão ou investirá menos por medo.
Declaração formal construída ao vivo:
Quando estou fazendo um novo aporte,
quero ter clareza sobre quanto posso investir com segurança,
para não correr risco financeiro ou fiscal.
3 - Mapeamento de fricções
Onde o usuário trava?
O usuário trava principalmente na etapa de definição do valor do aporte, porque
Não visualiza claramente quanto ainda pode investir dentro do limite fiscal. Não sabe se o valor inserido ultrapassa alguma regra. Não recebe feedback imediato sobre adequação do valor. Percebe o campo como “decisão de alto risco”.
Esse travamento é evidenciado por
38% de abandono na etapa. Tempo médio acima do padrão na página. Retorno à etapa anterior antes de finalizar.
Onde ele precisa pensar demais?
Ele precisa pensar demais quando
Precisa lembrar qual foi sua renda tributável anual. Precisa calcular mentalmente 12% da renda. Precisa considerar aportes anteriores. Precisa entender diferença entre PGBL e VGBL. Precisa decidir valor sem confirmação clara de impacto.
Aqui há sobrecarga cognitiva, porque o sistema exige que o usuário faça inferências que deveriam ser automatizadas.
Onde sente insegurança?
A insegurança aparece em três momentos críticos
Ao inserir o valor (medo de erro fiscal). Ao escolher forma de pagamento (medo de não compensar). Antes de confirmar (medo de irreversibilidade).
O sentimento dominante não é dúvida operacional.
É medo de cometer erro financeiro.
Onde precisa sair do fluxo?
Ele sai do fluxo para
Buscar informação no Google. Verificar extrato anterior. Pedir ajuda ao atendimento.
Sempre que há saída do fluxo, há quebra de momento e aumento da chance de abandono.
4 - Mapeamento emocional
Como o usuário se sente nesse momento?
Inseguro e cauteloso.
Qual é o medo principal?
Errar e sofrer penalização fiscal.
O que gera mais insegurança?
Não visualizar claramente o limite disponível.
5 - Alternativas atuais
Como ele resolve isso hoje?
O usuário consulta o contador para validar
Se não haverá problema fiscal.
Isso mostra que o produto não está transmitindo segurança suficiente para substituir essa validação externa.
Usuário busca
“Posso aportar depois da declaração?” “Valor mínimo previdência privada”
Isso indica que o sistema não está fornecendo informação contextual clara no momento da decisão.
Valor mínimo
Usuário escolhe valor menor do que poderia investir para
Minimizar risco percebido. Evitar ultrapassar limite. Garantir que “não dará problema”.
Isso gera subinvestimento recorrente.
Não aportar
Usuário adia decisão quando
Está sem tempo para validar. Não entende completamente as regras.
Isso impacta receita e recorrência.
6 - Outcomes desejados
• Reduzir risco percebido
Usuário quer sentir que
O valor inserido está validado automaticamente. O sistema o protege contra erro. Existe confirmação clara antes de finalizar.
Indicador de sucesso
Redução de abandono e redução de tickets por erro.
• Aumentar clareza de limite
Usuário quer
Ver quanto já investiu no ano. Ver quanto ainda pode investir. Entender impacto do valor escolhido.
Indicador
Menor tempo na etapa + menos retorno à edição.
• Diminuir tempo de decisão
Usuário quer
Tomar decisão rapidamente. Não precisar consultar fontes externas. Não fazer cálculos manuais.
Indicador
Redução do tempo médio na etapa.
• Aumentar confiança na confirmação
Usuário quer
Transparência sobre prazos e compensação.
Indicador
Redução de chamados pós-aporte.
7 - Provocação estratégica
Estamos resolvendo o problema certo?