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Poema dos lamentos

up:: [[RPG MOC]] Ó Sangue e ferro, por que clama a lâmina, Quando até vencedores enxergam somente o vazio? Sobre campos ardentes, Kver em disputa, A busca sem descanso pela lágrima de Earlindor, fado sombrio.
Na ira das ondas, Ránwyd, se deleita, Cidades élficas submergindo, anões em pranto. O elo outrora firme, agora em ruínas jaz, Nesta terra tecida com a esperança da eternidade, Para em seus ventres, o mundo reerguer,
Irmãos se enfrentam, na voragem da calamidade, Assim foi, como será, O ódio queima, fogo que a paz desafia, As Espirais, Estilhaçadas. Oh, Zíamát, pranto de Earlindor, joia do poder, Tu causas o sangue de ambos os lados correr,
Ódios encravados, inalteráveis como destino, Mentes distorcidas, máquinas de guerra, criados, construídos É possível viver quando fora criado para matar? De que serve um soldado, sem uma guerra?
Sussurra a vidente de duas faces, o perigo iminente, De uma serpente oculta nas brumas do esquecimento. No ventre da montanha, um filho assassinado, Caiu ele, fruto dessa luta tão inglória. Uma mãe, de luz usurpada, no escuro aguarda, Sua vingança fria, um plano tecido em silêncio.
Filho de prata, tua morte não será em vão. Mas do seu coração, eternamente condenado, Fluirá o sangue, reescrevendo a história. Corações e espadas, tudo em nome do poder, Questionando-se, que bem advém deste poder vil?
Restam ecos silenciosos, na eterna sala sem piras, Guardiões mudos da Lágrima, em seu ermo sutil. “Como pode uma lágrima ser estilhaçada?” Perguntam-se os herdeiros da desventura, Fragmentos do poder, em mãos errantes caídos, Cada um agora, um temível avatar da ruína. O que acontece quando não há barreiras para o poder? Herói ou vilão, qual máscara é mais serena?
Heróis de eras passadas, chamados pela areia, O vingador espreita, morte no deserto se anuncia, Pois, maior que sua sede de vingança, é sua sede por poder. Falsos aliados e reis insanos disputam o tormento. O fim, oh, o fim inevitável se aproxima, De dois irmãos que possuem todas as faces, Numa tragédia sem nome, uma história sem rima.
O filho voltará, pois seu coração é eterno, Será a chave para quebrar o ciclo vicioso. E talvez nesse futuro, repleto de inverno, Encontrem paz, no final do caminho sinuoso.
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