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CAPÍTULO 1
A história de Lorderon não é uma dramática ou trágica, sua vila não foi destruída por uma horda de orcs, não se tornou órfão quando era criança após os seus pais serem assassinados ou muito menos perdeu a memória após escorregar e bater a cabeça em uma pedra, muito pelo contrário.
Ela começa em um lindo palácio, seus pais, grandes e ricos nobres de [[Kiverlia]] possuem diversas terras e são donos de inúmeros serventes. Sendo o segundo filho do casal, Lorderon não recebia muita atenção de seus pais, que estavam preocupados demais em ensinar o seu irmão as responsabilidades e deveres de um nobre. Ele na verdade passou a maior parte de sua infância com os empregados da família e por conta disso acabou puxando bastante do jeitinho deles. Com certeza as melhores lembranças que ele tem de sua infância são quando ele armava com o cozinheiro da família de colocar um pouco mais de pimenta na comida dos outros empregados, ou com a faxineira de jogar óleo nas escadarias, mas com certeza a sua preça favorita era quando ele se juntava com o mordomo e ia assustar o guarda da torre que sempre dormia no seu turno. Com isso, deu-se na criação de uma criança que possuía a delicadeza, gentileza e modos de um verdadeiro diplomata com a astúcia e artimanha de um ladrão de taverna.
Nascido em uma família nobre, Lorderon aprendeu a ler quando ainda era criança, e muitas vezes passava seu tempo livre lendo livros da grande biblioteca. Foi quando ele encontrou um livro velho e empoeirado, em sua capa havia cravado o símbolo da magia. Nele continha o conhecimento geral das 8 escolas de magia e como o mundo poderia ser controlado por aqueles que as dominavam. Mas uma escola especificamente chamou seu interesse: a escola da Ilusão. O livro não dava muitos detalhes sobre ela, mas nele havia a descrição de ilusões tão poderosas e convicentes que poderiam enganar tanto plebeus quanto reis.
Quanto mais Lorderon lia sobre essa escola, mais curioso ele ficava, afinal de contas não podemos culpá-lo, imagine um poder limitado apenas pela sua imaginação!
Quando atingiu a idade adulta, passou a insistir que seus pais o mandassem para um dos templos da Ordem, onde poderia se tornar um dos mestres do arcano, usando como argumento as inúmeras possibilidades que isso traria para seu irmão mais velho, um nobre de uma família rica e respeitada com um grande mago ao seu lado. Infelizmente seus pais não confiavam nele, já havia se passado quase duas decádas que eles o aturavam, tantas brincadeirinhas, tantas mentiras e tanta dor de cabeça, mas dessa vez havia algo de diferente nele, desta vez eles podiam ver sua determinação; um desejo ardente de reparar todos os seus erros, ele realmente estava disposto a fazer um gesto atruísta em prol da família, então decidiram confiar nele e dar esta única chance.
É bem provável que essa tenha sido a melhor mentira que ele já contou na sua vida e a mais difícil também, não é nada fácil tentar convencer uma pessoa de qualquer coisa depois de ter mentindo mais de mil vezes para ela. Ter um irmão mais velho, puxando toda a atenção de seus pais para si, permitiu que Lorderon aproveitasse de todos os benefícios e prazeres que vinham com a vida de um nobre sem nenhuma de suas responsabilidades, e agora, já mais velho, ele procurava por uma porta que se abrisse em um caminho que lhe permitisse viver a vida ao máximo e, ser um mago, era a chave para essa porta.
CAPÍTULO 2
Era uma manhã fria e chuvosa na cidade de Guiliard no reino de Kiverlia, as ruas estavam vazias, exceto por alguns guardas da ordem do pêndulo que patrulhavam a área. Lorderon se encontrou em uma cama muito confortável com uma linda e jovem mulher usando seu peito como travesseiro. Ele não conseguia se lembrar de nada da noite passada mas então percebeu que se fosse esse o caso, então teria sido uma ótima noite.
— Bom dia, meu amor - disse Lorderon enquanto beijava sua testa gentilmente, após afastar o rosto percebeu que ela já estava acordada - Dormiu bem?
Ela sorriu e olhou devolta para ele. Ela tinha essa beleza natural que persiste mesmo com um cabelo bagunçado e olhos cansados depois de uma longa noite.
— Ainda estou pensando na prova que iremos enfrentar hoje, não sei porque, mas tenho a sensação de que não vai acabar bem.
Ele riu e beijou seus lábios suavemente.
— Não se preocupe, minha querida, vai ficar tudo bem, logo-logo todos os reis de Calengúl estarão procurando o seu conselho quanto aos poderes da conjuração.
— Você não quer dizer transmutação? — Ela disse enquanto virava o corpo para o outro canto do quarto puxando o cobertor de peles para si deixando Lorderon nu no imperdoável frio da manhã — Devo assumir você não prestou atenção em nada do que falei ontem?
— Não seja assim, querida – Disse Lorderon se esgueirando para debaixo do cobertor e abraçando-a por trás - Minha memória pode não ser tão boa, mas você sabe que o que eu digo é verdade. Se eu tivesse que colocar toda a minha fé em um de todos os iniciados daqui seria em você.
—Hum… — Suspirou enaltecida, porém, ainda não convencida. — E você? Ainda está certeiro sobre o Templo das Ilusões? Ouvi coisas estranhas sobre esse lugar.
— Como uma flecha! — Disse enquanto alisava o seu bigode — E a que coisas estranhas você se refere? Seria referente a aparência da própria fundação que muda diariamente? Aos quadros que são tão perfeitos e tão nítidos que parecem ser até mesmo janelas para outros mundos? Ou ao jardim, tão rico e cheio de cores, com padrões tão aleatórios que poderia levar uma pessoa a loucura caso encarasse-lo por muito tempo?
— Não é sobre isso que estou falando, ouvi dizer ontem de um dos iniciados que o diretor Aurelius auxiliou uma guilda de assassinos e que está sendo perseguido pela Ordem do Pêndulo neste exato momento.
— Bom, é para isso que temos estes nobres e honrados cavalheiros, não é? Sacrificando suas vidas para nos defender de malfeitores como ele. E digo mais! Eu mesmo me voluntaria para fazer parte da Ordem se não fosse pelo meu vasto intelecto e minha infinita sensualidade.
Ela cai na risada ao mesmo tempo que rapidamente golpeia-o na barriga com o cotovelo deixando o sem ar por alguns segundos — É, eu também não acredito que você levaria muito jeito para a vida de um guerreiro.
Lorderon se recompõe e logo se junta nas risadas com a linda moça, os dois se entreolham mais uma vez. Ela tenta retomar o fôlego depois de tanto rir e diz:
— Ah! Sir. Erick, por acaso eu vou voltar a te ver algum dia?
Lorderon alisa o seu bigode novamente, abre um pequeno sorriso e beija seus lábios gentilmente.
CAPITULO 3
A manhã possuía cheiro de grama molhada, o vento era friorento e ainda garoava. Vários iniciados se preparavam para dar início ao primeiro passo de uma longa jornada. Lorderon agora estava se despedindo da dama com quem acordara, seu nome era Lídia.
— Promete escrever para mim todos os dias? — Disse ela enquanto segurava as mãos de Lorderon perto de seu coração.
— Não sou muito fã de escrever cartas, mas por você eu irei abrir uma exceção — Disse Lorderon enquanto beijava sua testa.
E então deu às costas para ela e dirigiu-se para o ponto de encontro. Estranhamente não havia muitos alunos com interesse de ir ao templo de ilusão, na verdade ele era o único, mas isso não o estranhou, “mais espaço para as minhas bagagens” pensou. Um dos soldados da Ordem o esperava.
Não muito tempo depois ele se encontrava latindo ordens para o soldado que com grande esforço subia a sua bagagem em cima da carroça.
— Vamos mais rápido homem! Todos os outros iniciados já partiram!
O soldado não sabia dizer se estava carregando roupas, materiais de estudo ou literalmente pedras de tanto que aqueles baús pesavam. E de fato estava, Lorderon havia trazido algumas malas cheias de rochas com a intenção de testar os limites de obediência dos soldados da Ordem.
— Afinal de contas, o que tem aqui dentro que é tão precioso e tão pesado!? - Gritou o soldado.
— São instrumentos que eu estou utilizando para fazer uma pesquisa muito importante, agora, cuidado! Não a deixe cair!
Após o longo esforço o soldado estava acabado, não reclamou se quer uma vez, o que deixou Lorderon muito impressionado, mas então, uma figura apareceu por de trás deles, ela possuía quase que a mesma altura do homem, mas a armadura que utilizava fazia parecer que tinha o dobro do tamanho, um tabardo cobria a maior parte de seu corpo, na região do peito havia o símbolo de um pêndulo. Ela estava armada com uma das armas mais grosseiras que Lorderon pudesse imaginar, um mangual. A criatura descansou sua mão em cima do ombro do soldado que tentava recuperar o fôlego, então acenou com a cabeça para que ele fosse descansar e o ele obedeceu. Lorderon assistiu a cena com curiosidade e dirigiu a palavra a criatura à sua frente.
— Uuuh, uma melhoria na minha guarda pessoal, você deve saber quem a minha família é, quem eu realmente sou.
Nenhuma resposta foi dada, a criatura apenas subiu na carroça e chicoteou os burros para que andassem. Lorderon se via sendo deixado para trás e rapidamente a escalou por trás e deitou-se em cima de uma das bolsas. — Estamos com pressa né? Concordo, é bom que não deixemos os mestres esperando por mim. Afinal de contas o seu tempo é valiosíssimo, tanto quanto o meu, é claro.
Novamente nenhuma resposta veio da criatura à sua frente, mas isso não impedia que Lorderon conversasse com ela, pois não havia nada que Lorderon gostasse mais na vida do que falar, especialmente sobre si mesmo e ele tinha um ótimo ouvinte.
Já se passaram dois dias desde que eles partiram de Guiliard rumo ao Templo de Ilusão, a chuva parecia ir e voltar o que deixava a estrada lamacenta o tempo todo, até que então a carroça acabou atolando em uma pequena colina. A criatura soltou um suspiro de frustração e desceu, logo começou a empurrá-la por trás. Naquele momento Lorderon estava deitado em cima de uma das malas, contando uma das suas histórias de infância, mas interrompeu a si mesmo para admirar a criatura.
— Sabe de uma coisa? É isso que eu amo em vocês, são leais, protetores e nunca reclamam, vocês são o tipo de pessoa que não importam com o quão difícil é a tarefa, vocês irão terminá-la custe o que custar.
Entre os elogios e encantos a criatura grunhia se esforçando para desatolar a carroça que não sedia. Ela retirou os braços, endireitou o corpo e começou a dar a volta enquanto Lorderon continuava com as admirações. Foi em um segundo que ela pegou uma das bolsas e a atirou para de baixo da colina, Lorderon furioso interrompeu com os elogios e gritou:
— O que você acha que está… — Mas antes que pudesse terminar a frase, em uma reação relâmpago a criatura voltou-se para o rosto de Lorderon, ficando apenas alguns centímetros de distância. — Quer saber? Eu nem precisava dela mesmo, eram apenas roupas para festas, mas acho que posso improvisar com algumas coisas mais simples. — A criatura recuou e continuou a jogar todos os pertences de Lorderon colina a baixo, enquanto ele sorria desconfortavelmente. No final restava apenas um baú e a criatura conseguiu tirar a carroça da lama. A viagem após isso foi muito mais silenciosa.
Mais dois dias na estrada e eles finalmente haviam chegado, a região estava completamente cercada por uma densa floresta de pinheiros tão altos que pareciam tocar o céu, o solo estava coberto de neve e o frio só aumentara. E como o templo era, você me pergunta? O templo, se é que podemos chamá-lo disso, estava em um estado de completo abandono. O jardim havia morrido, os muros e os pilares acumulavam raízes e folhas de plantas selvagens e o lugar em si possuía uma aura extremamente negativa de perda. Caso eu terminasse de descrevê-lo aqui você talvez iria achar que estamos falando de uma ruína, mas não, ainda havia estudantes da magia passeando pelo lugar. Toda essa cena extraiu uma reação inesperada de Lorderon.
— Há! Era tudo que eu realmente imaginava – Disse enquanto descia da carroça, a criatura pegou o baú sem esforço algum e o pôs em seus ombros e começou a guiar o caminho.
— Ninguém jamais esperaria que este fosse um dos oitos templos do Círculo, realmente um disfarce impressionante. — Disse ao tocar um dos pilares, mas foi nesse momento que ele levou um susto. Lorderon já havia estudado sobre ilusões antes, que elas poderiam enganar qualquer um à distância, mas perderiam seus efeitos quando fossem tocadas, o pilar não havia alterado de forma após o toque, ele continuava destruído. Ele correu para outro pilar e também, a mesma coisa, tentou pegar uma das flores do chão e ela continuava morta. Foi nesta hora que ele caiu de joelhos no chão, paralisado, tentando raciocinar o que havia acontecido, quem havia feito isso, mas nenhuma solução vinha até a sua mente. No meio de sua confusão mal havia percebido que havia sido agarrado por de trás de sua roupa e começara a ser arrastado. Depois de alguns segundos ele e a criatura haviam chegado até uma espécie de casa.
— Seus aposentos, majestade — Disse a criatura sarcasticamente — Não faça nenhuma pergunta e fique longe de problemas, sua iniciação começa amanhã ao raiar do sol. Seja bem-vindo ao templo da Ilusão — E então arremessou-o para dentro junto com o baú e bateu a porta, deixando-o sozinho no escuro.
Lorderon se recompôs e olhou em volta, a casa tinha o formato retangular e possuía apenas um andar. Colado às paredes havia várias camas em ambos os lados, abrindo um pequeno corredor no meio. Ele começou a empurrar o baú para uma das camas desocupadas e sentou-se em cima dela. — Bom, olhando pelo lado positivo, pelo menos estou no lugar certo, não creio que as coisas podem piorar mais ainda, não é mesmo? — Disse enquanto abria o baú e encontrava apenas pedras dentro dele.
CAPITULO 4
Finalmente havia chegado o dia, sua iniciação estava prestes a começar com o ritual quase completo. Que ritual, você me pergunta? Os livros de conhecimento geral sobre magia descrevem o ritual de iniciação como uma espécie de julgamento, onde os mestres do templo irão pesar na balança as morais e virtudes do iniciado, se o mesmo for julgado digno, poderá começar o seu caminho no mundo da magia. Caso seja julgado indigno… bom… os livros não falam muito sobre esta parte.
Lorderon agora se encontrava na frente de uma porta e subitamente veio até ele um sentimento estranho, começou a ajeitar a túnica, arrumar o cabelo e olhar para o pequeno espelho de bolso que havia trazido consigo, procurando qualquer tipo de imperfeição em seu rosto. Veja bem, a confiança que Lorderon tem em si mesmo é algo não pode ser tão facilmente quebrável, poderíamos igualá-la ao juramento de um paladino, e isso geralmente acabava pesando contra ao seu favor. Não importa o quão pequeno ou grande seja a dificuldade de um desafio, ele irá assumi-lo como se fosse a coisa mais fácil do mundo e mesmo quee falhasse, convenceria a todos, e a si mesmo, de que ele já havia previsto que iria falhar, que isso também fazia parte do plano. Mas desta vez não haveria para onde ele fugir, não poderia criar um plano B caso falhasse, ele estava nervoso.
E então, a porta se abriu, um serviçal pequeno e corcunda, vestindo apenas com um manto vermelho que cobria todo o seu corpo e deixava apenas os seus dentes a mostra saiu por ela. Ele olhou na direção de Lorderon e exclamou com uma voz trêmula:
— Os mestres estão prontos…
Lorderon respirou fundo, endireitou a postura e alisou seu bigode uma última vez, ele daria tudo de si e não temeria nada que lhe aguardasse do outro lado. Caminhou na direção da porta com queixo levantado, empurrando o serviçal para o lado e abriu a porta com uma força inesperada, a mesma parecia ser muito mais pesada do que realmente era, ela abriu para ambos os lados, cada metade batendo com força nas paredes de pedra que as prendiam, fazendo ecoar um estrondo por toda a sala que jazia à sua frente.
A sala era oval e possuía a mesma característica que o resto do templo, a de abandono. Raízes corriam pelas paredes, as pedras que faziam o solo estavam esburacadas e a própria porta em si havia apodrecido. No centro, havia uma longa mesa em formato de meia lua e perto dela, estavam sentados nove homens, sendo a cadeira do homem do meio muito mais decorada e ornamentada que as dos outros ao seu lado.
Oito dos homens olharam na direção dele com um pequeno choque, um em especial nem conseguiu esconder sua reação de surpresa, já o homem do meio permanecia em estado de extrema serenidade, ele era um humano velho, careca no topo de sua cabeça, mas com longos cachos nas laterais que corriam pelo seu manto todo.
— Bom dia — Disse Lorderon com um sorriso desconfortável e levantando uma de suas mãos.
— Venha, ajoelhe-se dentro do círculo — Disse o homem.
Lorderon depois do momento de constrangimento finalmente percebeu que havia vários círculos desenhados à sua frente, nove no total. Em suas bordas estavam desenhadas várias runas da língua antiga e todas elas brilhavam com uma estranha luz azulada.
Então deu o primeiro passo, depois o segundo, no terceiro ele sentiu que havia algo de errado sentiu um peso extra ao levantar sua perna, no quarto ele mal conseguiu retirar a perna do chão sem ajuda de seus braços, no quinto ele já estava no chão. Preste atenção, este não é um teste de força, pelo menos não física, de determinação e apesar que cada passo lhe custava cada vez mais, um mais doloroso que o anterior, mas ele não iria desistir, não iria fugir, pelo menos não hoje. Ele estava quase se arrastando quando chegou ao círculo do centro, mas após entrar, toda força que estava puxando-o para baixo se dissipou. Agora, ajoelhado dentro do círculo, os 9 mestres começaram a murmurar palavras mágicas, todos em sincronia com os braços e mãos levantadas para cima. Foi uma das experiências mais mágicas que Lorderon já testemunhou em sua vida, literalmente. Das pontas dos dedos dos mestres ele pode ver uma espécie de areia brilhosa flutuando na direção do centro da sala. Não demorou muito para ele perceber que os corpos dos mestres estavam se desfazendo, deixando todos os pertences caírem no chão e na mesa. Agora havia apenas ele e uma grande esfera brilhosa na sala, ela rodava lentamente sobre sua cabeça e emanava uma luz radiante para todas as direções da sala. Até que de repente, o pescoço de Lorderon estralou para trás, deixando toda a sua boca aberta, a areia mágica começou a descer rapidamente pela sua garganta enquanto engasgava e tremia, o ritual começara.
Para que uma pessoa entre na (_) é primeiro necessário que ela passe por uma espécie de teste. Onde sua mente e força de vontade serão colocadas a prova e sua moral será julgada.
Aqueles que sobrevivem, são considerados dignos poderão escolher um dos oitos templos, cada um refletindo uma das oito escolas de magia. Lorderon, com seu jeitinho travesso, naturalmente escolheu ir para o templo das ilusões, onde poderia aprender tudo sobre a arte de alterar a realidade, onde apenas a sua criatividade seria seu limite.