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Equidade Racial

A saúde pública reflete a realidade social de um país, uma vez que uma boa saúde é resultado de um conjunto de fatores, como educação, renda, acesso a alimentos saudáveis, moradia e saneamento básico. No Brasil, o racismo estrutural impede o acesso pleno da população negra a esses direitos fundamentais, impactando diretamente na qualidade de vida e dificultando a promoção da saúde e a prevenção de doenças.
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das pessoas na faixa de pobreza e extrema pobreza são negras.
dos lares chefiados por pessoas negras convivem com restrição alimentar.
é a diferença salarial média entre pessoas negras e brancas, com negros ganhando menos.
maior é a taxa de analfabetismo entre negros comparada à de brancos.
Fonte: IBGE, Síntese de Indicadores Sociais, 2023
Fonte: PENSSAN, 2022
Fonte: IBGE, Síntese de Indicadores Sociais, 2023
Fonte: IBGE, Síntese de Indicadores Sociais, 2023
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Essas barreiras ao acesso a condições básicas se refletem em piores indicadores de saúde para a população negra. Usando a experiência em dados e comunicação estratégica, a Vital Strategies criou uma frente de Equidade Racial, que visa garantir que a dimensão racial seja considerada em todos os programas da organização.
Nosso objetivo é oferecer informações acessíveis para toda a sociedade, com especial enfoque para gestores públicos, para que decisões políticas sejam baseadas em evidências robustas e promovam maior equidade racial no sistema de saúde.
Para isso, atuamos a partir de três pilares:
Transversalidade: Incorporamos, de maneira transversal às diversas áreas programáticas da Vital Strategies, a agenda de equidade racial.
Dados e debate: por meio de dados e evidências, fomentamos o debate sobre o racismo em saúde no Brasil.
Informações para políticas públicas: apoiamos o fortalecimento das capacidades estatais para a qualificação dos sistemas de informação, bem como no seu uso e análise, para subsidiar a formulação de políticas intersetoriais em saúde pública
Principais resultados: para todos os programas, produzimos estudos e recortes específicos para a questão de raça. Durante a Covid-19, lançamos a plataforma Raça e Saúde Pública que trouxe os achados de um estudo que analisou o excesso de mortalidade entre pretos e pardos e entre brancos no primeiro ano da pandemia, fomentando o debate sobre o racismo na saúde e a importância de políticas públicas para redução das desigualdades.
Para o olhar de prevenção à violência de gênero, produzimos o estudo sobre o impacto desigual da violência entre mulheres pretas e pardas e mulheres brancas. O material traz dados nacionais e recortes para o município de Goiânia e o estado do Rio Grande do Norte.
Tanto para o Índice de Saúde Mental como para o Índice de Saúde Ambiental, incorporamos uma perceptiva de dados desagregados para análises das questões raciais.
Além disso, a partir da análise dos dados do Covitel, publicamos dois estudos. Um sobre hipertensão e diabetes na população negra, trabalho alinhado com as estratégias de cuidado integral, destacando as disparidades raciais nessas condições crônicas. E outro sobre o consumo de álcool com recorte racial.
Através do inquérito nacional "Mais Dados, Mais Saúde", estamos gerando e analisando dados para entender melhor as discriminações raciais na saúde e no acesso à Atenção Primária à Saúde. Esta é a primeira vez no país que uma pesquisa de escala nacional aborda essas questões de forma tão abrangente.
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