Setor automotivo de auto-peças

O setor automotivo enfrenta um dos momentos mais desafiadores desde o início da pandemia, no ano passado. Para tanto, é necessário trabalhar na eficiência da importação de peças automotivas, uma vez que as produções nacionais dependem muito das soluções internacionais, principalmente do mercado asiático.
Segundo dados do Sindipeças publicados pelo , as importações de autopeças cresceram 5% no Brasil. Enquanto os principais compradores de soluções automotivas brasileiras seguem sendo Argentina, Estados Unidos, México, Alemanha e Itália, o maior importador continua sendo a China.
Nos dois primeiros meses de 2021, as importações de autopeças da China tiveram alta de 20,2%. E as dos Estados Unidos subiram 18,9%. Ainda houve queda das compras de autopeças alemãs, que reduziram em 16,6%.
Com as paralizações de fabricações chinesas no início do ano passado, por exemplo, muitos fornecedores de matéria-prima e de manufaturados foram prejudicados.
E isso refletiu em muitos problemas para as montadoras brasileiras, como a falta de contêineres, aumento dos custos de fretes – tanto no modal marítimo quanto no aéreo – e redução de porões disponíveis em voos comerciais, como lembrado em levantamento da
Logo, os profissionais do comércio exterior que precisam lidar com esta situação crítica seguem trabalhando com estratégias que garantam a entrega de peças automotivas de forma antecipada, evitando o desabastecimento.
3 dicas para evitar problemas na importação de peças automotivas
Antecipe-se às demandas

Trabalhar na importação de peças automotivas de forma antecipada, é possível driblar riscos de desabastecimento, e lembre-se que o tempo médio de entrega de produtos internacionais é de aproximadamente 40 dias, o que pode variar de acordo com o país de origem, modal, e processamento da documentação pelas autoridades.
Atenção à documentação

Qualquer descuido na forma como você informa as autoridades, mesmo que sem querer, pode gerar penalidades graves e até mesmo atrasar as operações. Você deve conhecer sobre; Certificado de Origem, Packing List ou Romaneio, Conhecimento de Embarque, Licenciamento e Declaração de Importação, entre outros trâmites.
Tenha a tecnologia como aliada nas suas operações de Comércio externo

Quanto mais tecnologia estiver envolvida na logística, mais eficiente ela será. Desta forma, é importante também escolher parceiros que ofereçam serviços inteligentes e sistemas avançados para movimentação das cargas.
Previsões para o Mercado de Reposição

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O Sindipeças estima crescimento de 14,6% no faturamento líquido do setor, que deve chegar a R$142,6 bilhões, ante os R$124,5 bilhões do ano passado, obtidos a partir das vendas para montadoras, reposição, mercado externo e transações intersetoriais. A queda em 2020 sobre 2019, quando a receita ficou em R$150,9, foi de 17,6%.
“Autopeças projetam crescimento de 14,6% este ano”
Os investimentos em 2021 são estimados em R$990 milhões, valor 52% superior ao registrado no ano passado, que foi de apenas R$650 milhões. Apesar dessa elevação em índice expressivo, o aporte da indústria de autopeças este ano ainda estará aquém de números históricos, como o total de R$1,9 bilhão aplicado em 2015 e de US$1,12 bilhão em 2019.
Por causa da pandemia, o setor reduziu seu quadro de mão de obra no ano passado em 21 mil postos de trabalho, fechando 2020 com efetivo de 232,9 mil funcionários. O ritmo de recontratação no segundo semestre foi mais acelerado do que o Sindipeças havia previsto, mas não em volume suficiente para repor as perdas do primeiro período do ano.
“O setor deve investir valor próximo de R$1 bilhão e contratar perto de 5 mil empregados em 2021”
Pelas estimativas da entidade, a indústria de autopeças deve atingir este ano um quadro de 237,8 mil empregados, o que significa perto de 4,9 mil contratações. Ou seja, um efetivo ainda bem inferior ao de 2019, quando empregava 254,3 mil pessoas.
“Mercado de reposição deve crescer 7% até 2023, diz Sindipeças”
Com relação aos negócios externos, o Sindipeças prevê alta de 17,2% nas exportações, que passariam de US$5,42 bilhões para US$6,35 bilhões. As importações devem crescer 19,2%, de US$8,17 bilhões para US$9,74 bilhões, com o déficit comercial ficando em US$3,39 bilhões, valor 23% superior ao do saldo negativo de 2020, que foi de US$2,75 bilhões.
Eventos do segmento
Automec 2021:
November 9-13, 2021
A , maior feira de autopeças dedicada aos mercados de reposição, reparação e manutenção automotiva, inicialmente, a 15ª edição seria realizada entre 6 e 10 abril no São Paulo Expo. Com a transferência do evento para os dias entre 9 e 13 de novembro, o local também teve que ser alterado em função da programação já estabelecida no São Paulo Expo, localizado na zona sul da capital paulista. Com isso, o evento será feito no Expo Center Norte, que fica na zona norte da cidade.
Segundo a Reed Exhibitions, a Automec 2021 já conta com mais de 97% das áreas contratadas para a realização do evento. E embora a feira tenha ganhado um tempo maior para sua organização, a empresa afirma que vai antecipar o lançamento da Automec 365, uma plataforma que permitirá a interação do público com o evento em formato híbrido presencial e digital (leia
).
O evento é considerado o maior do setor de autopeças na América Latina e ocorre a cada dois anos. Sua última edição foi feita em abril de 2019, quando registrou público de 75 mil visitantes e cerca de R$ 77 milhões em negócios.
A organizadora afirma ainda que além de novas tecnologias em produtos, tendências de mobilidade e novas oportunidades de negócios no mercado de peças e de acessórios, a Automec vai oferecer alternativas para quem não puder comparecer ao local da mostra.
“Além do evento presencial que continuará sendo a principal forma de geração de negócios e conexão do setor, estamos aperfeiçoando novas plataformas digitais, que vão se transformar numa plataforma permanente de negócios com maior agilidade, produtividade e receitas para as empresas e profissionais”, afirmou o executivo da Reed.
Inovação

vai digitalizar 100% do estoque e logística de peças de reposição
Em um projeto inédito no mundo todo no mercado de reposição de autopeças, a ZF está digitalizando todos os processos logísticos associados e 100% de seu estoque de componentes no centro de distribuição em Itu (SP), que abriga perto de 5 milhões de itens que são enviados a 750 pontos de venda na América do Sul.
O processo interno de digitalização, que recebe boa parte dos investimentos de R$ 15 milhões programados para a unidade até 2025, começou em 2019 e deve se estender até o meio de 2022 com a aplicação de etiquetas dotadas de chip de identificação por radiofrequência (RFID, na sigla em inglês) em todas as 40 linhas de produtos comercializadas pela empresa.
Integrado na mesmas etiqueta com código de barras que continua a ser fixada nos produtos, o chip RFID é uma identidade eletrônica da peça, com número de série único, que transmite de forma instantânea todas as informações sobre cada componente ao passar por portais de recebimento e expedição dotados de antenas, que captam os dados e os inserem automaticamente no sistema de controle informatizado da empresa, cruzando com a nota fiscal da remessa. Com isso, os processos de recebimento, conferência e envio dos componentes aos distribuidores é encurtado de horas para minutos, destaca Everton Silva, gerente sênior de operações da ZF Aftermarket América do Sul.

Atualmente o centro de distribuição da ZF em Itu movimenta por dia de 150 a 200 toneladas de componentes, com giro diário na unidade de 30 a 40 caminhões. “Com a digitalização temos grandes ganhos de produtividade. Com o mesmo número de pessoas e período de trabalho conseguimos reduzir em 18% o tempo gasto em todos nos processos”, conta Silva.
Atualmente, toda a linha de embreagens Sachs produzidas pela ZF em Araraquara (SP) e encaminhadas para Itu já está etiquetadas com RFID. A gama de produtos TRW fabricados em Limeira (SP), principalmente componentes de freios, será a próxima a receber os chips. O plano é adotar as etiquetas eletrônicas em todos os produtos da ZF direcionados ao aftermarket até o meio de 2022. Silva estima que será necessário comprar cerca de 500 mil etiquetas RFID por mês para identificar cada componente negociado, mas ele afirma que isso não implica em aumento de custos para os distribuidores, pois os ganhos de produtividade compensam os gastos envolvidos com a adoção dos chips.

“Imagine um distribuidor que às vezes pode receber uma carreta cheia de peças. Ele vai precisar abrir todas as caixas e conferir com a nota fiscal. Isso pode demorar um dia inteiro, às vezes até dois. Com a digitalização, passando as caixas pelo portal de leitura dos RFID, esse processo pode ser reduzido a minutos”, explica Silva.
Segundo o executivo, mais adiante a digitalização vai gerar dados de inteligência de mercado, com informações sobre demanda e giro de cada linha de produto em cada distribuidor, que inseridas em um sistema dotado de inteligência artificial poderá emitir automaticamente ordens de produção e remessas de acordo com a necessidade.
“Isso vai nos permitir fazer a gestão compartilhada do estoque dos clientes e vai mudar nossa relação, porque com essas informações vamos ajudar eles a vender. Será possível, por exemplo, programar o aumento do fluxo de peças de maior procura, para não deixar faltar, assim nós e os distribuidores não perdemos vendas”, aponta.


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