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Plano Mestre de Evangelismo

O Mestre e o Seu Plano
“Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” João 14:6
Objetividade e relevância - essas são as questões cruciais de nossa incumbência. Antes de tudo devemos começar com algumas perguntas a nós mesmos:
O que estamos fazendo é digno de ser feito?
Nossos esforços estão conseguindo cumprir a grande comissão?
Estamos vendo um grupo, sempre em expansão, de pessoas dedicadas a alcançar o mundo com o evangelho em resultado de nossa vida?
O simples fato de estarmos atarefados não significa que estamos conseguindo realizar algo. Sem visão há desvios!
A Palavra de Deus é clara: “Sem profecia o povo se corrompe”, pois se não há uma direção para onde se quer ir nunca se chega a lugar algum. Se não estabelecermos alvos bem definidos na nossa vida não haverá eficácia em nosso trabalho.
É preciso traçar alvos bem claros para que nosso dia a dia não seja em vão, mas que nossos esforços sejam como o de um atleta que em tudo se domina para alcançar o prêmio.( I Co 9). Tal como um edifício é edificado de acordo com uma planta, assim também tudo que fazemos deve ter um propósito. De outra maneira nossas atividades podem se perder em uma confusão sem alvo.
Os Princípios Que Dirigiam Jesus
Quando olhamos para o ministério de Jesus podemos assumir os mesmos padrões de conduta que dirigiam suas estratégias de discipulado pessoal ou de grandes multidões. Não no que diz respeito à interpretação dos métodos, mas, acerca dos princípios que sublinhavam Seu ministério, nos quais a vida dEle estava orientada quando andou sobre a terra.
Plano de Estudo
Para conhecer o plano piloto de Jesus é preciso buscar nos evangelhos as narrativas de testemunhas oculares que narram o trabalho do Mestre (Lc 1:2,3; Jo 20:30; 21:24, I Jo1:1).
Os evangelhos foram escritos com o objetivo primeiro de nos mostrar Cristo, o Filho de Deus, e como, mediante a fé, podemos ter vida em Seu nome (Jo 20:31).
Porém, o que algumas vezes deixamos de perceber é que a revelação desta vida em Cristo inclui o Seu modo de viver, que ele também ensinou aos Seus discípulos e seguidores, não nos esquecendo que aqueles que O relataram nos livros, não apenas contemplaram a verdade, mas também foram transformados por ela. Por isto, o melhor manual de discipulado, é a narrativas da vida de Jesus, pois constitui um caráter infalível, coisa que jamais podemos esperar de qualquer outro modelo.
Em Cristo encontramos o professor perfeito, pois ele jamais incorreu em um erro, que, apesar de ter vivido totalmente como homem, tinha uma mente clara e objetiva. De fato viveu como Deus viveria entre os homens.
O Objetivo de Jesus Era Claro
No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. Desde a eternidade já havia em Cristo todo o projeto de Deus, o Pai, de nEle, Cristo, formar para si um povo, uma família. O seu objetivo era de salvar o mundo (Jo 4:42).
A vida de Jesus foi dirigida por este alvo. Tudo o que ele fazia contribuía para alcançar o seu propósito. Ele não perdia tempo. Não fazia nada por acaso. Não havia desperdiço de energia. Não havia uma única palavra inútil. Tudo fora previamente planejado levando em conta até mesmo sua condição humana. Sua tarefa era fazer a vontade do Pai (Lc 2:49).
Jesus nasceu, viveu, morreu e ressuscitou de acordo com um plano previamente estabelecido. Jesus planejou vencer e venceu.
Refletindo Sobre Alguns Pontos da Estratégia de Jesus
Quando refletimos sobre o plano de Cristo, a filosofia básica é tão diferente dos conceitos que muitas vezes temos em nossas mentes modernas que suas implicações são simplesmente revolucionárias, pois muitos dos nossos paradigmas foram adquiridos por uma cultura religiosa e suas tradições.
Por isto para sermos bem sucedidos em nosso estudo é preciso ter uma mente aberta e livre de tudo isto.
OITO PRINCÍPIOS ORIENTADORES DO PLANO
· SELEÇÃO – “Escolheu doze entre eles...” (Lc 6:13);
· ASSOCIAÇÃO – “E eis que estou convosco todos os dias...” (Mt 28:20);
· CONSAGRAÇÃO – “Tomai sobre vós o meu jugo...” (Mt 11:29);
· TRANSMISSÃO – “Recebei o meu Espirito Santo...” (Jo 20:22);
· DEMONSTRAÇÃO- “Porque eu vos dei o exemplo...”(Jo 13:15);
· DELEGAÇÃO - “E Eu vos farei pescadores de homens.” (Mateus 4:19)
· SUPERVISÃO –“...ainda não consideraste, nem compreendeste?” (Mc 8:17);
· REPRODUÇÃO – “para que vades e deis fruto...” (Jo 15:16);
· O MESTRE E PLANO TRAÇADO POR VOCÊ – “Eu sou o Alfa e o Omega. ”(Ap 1:18).
Seleção
“...escolheu doze entre eles, a quem deu o nome de apóstolos. Lc 6:13”
Homens era o método de Jesus
O objetivo de Jesus desde o inicio de seu ministério , já era notado, quando ele escolhe alguns homens para que o seguissem, sua estratégia de transformação do mundo não iniciou se com programas para atingir as multidões.
Os discípulos foram chamados no primeiro ano do ministério de Jesus, apesar de não termos muito relato sobre alguns deles mas é a mas provável.
( Jo1:35-51, Mc1:19, 2:13-14, Mt4:21,9:9, Lc5:27-28 )
Homens dispostos a aprender
Com certeza aqueles homens escolhidos por Jesus aparentemente não tinham nada de especial , aliás era uma equipe bem desprovida de cultura ou formação intelectual ,eram homens comuns rústicos ,trabalhadores, a maioria deles foram criados aos redores da parte pobre da Galiléia.(a única exceção parece ser Judas Iscariotes) “Atos 4:13 ...iletrados e incultos...”
Eram temperamentais, que se ofendiam facilmente, e tinham todos os preconceitos próprios do ambiente em que viviam
Is 16:7 – O homem olha para o que está diante dos olhos, porém o Senhor vê o coração.
Mas desejam mais de Deus , apesar da hipocrisia religiosa da época , eram homens que estavam dispostos a se deixarem moldar por Ele.
Jesus pode usar a todos que se deixarem ser usados por Ele.
Concentrou-se em alguns poucos
Jesus desejava formar homens que pudessem transformar o mundo, ninguém pode transformar o mundo ao menos que se transforme os homens que nele vivem, e ninguém pode ser transformado se não for moldado pelas mãos do Mestre. Por isto a necessidade de se criar um núcleo pequeno de maneira que houvesse relacionamento suficiente não apenas para passar uma teoria, mas vida.
Ao escolher doze não significou que outros não podiam segui-lo, pois há varias referencias de outros discípulos, (Lc 10:1,Ico15:7, Gl 2:9, Jo2:12 , 7:2-10)
Mas o fato é que na proporção que vamos afastando do circulo íntimo dos doze, a prioridade diminuía rapidamente. E até mesmo entre os doze havia um circulo ainda menor que era composto por Pedro Tiago e João, algumas passagem nos mostram alguns momentos em que estes estavam presentes em fatos importantes( Mc5:37, 9:2, Lc8:51, 9:28,Mt17:1).
O principio observado
Jesus se deu maneira plena aqueles que Ele desejava treinar, o modelo era dado com eficácia por causa do grupo pequeno. O principio de ver como fazer para depois fazer, pois Ele mesmo disse que fazia só aquilo que vira o Pai fazer, a maior parte dos três anos do Seu ministério dedicou-se aqueles poucos homens, a estratégia era colocar a Palavra( o verbo a ação) nos seus corações para quando viesse sobre eles o Espírito Santo pudessem se lembrar de tudo.
Sem negligenciar as massas
Seria um erro, porém, supormos, à base do que vimos até aqui que Jesus teria negligenciado a multidão. Não foi assim, pois tudo que como homem podia fazer ele o fez, a fim de alcançá-la.
Ele as alimentou, curou ,ministrou ,ensinou, operou milagres e maravilhas. De forma genuína demonstrou interesse pelas massas da humanidade. Aquela era a gente que viera salvar- Ele as amava, chorava por ela, morreu para salva-la do pecado
Ninguém jamais poderia pensar que Jesus tenha negligenciado o evangelismo de massa. Pelo contrario houve momentos, que desejavam fazê-lo rei (Jo 6:15), os sacerdotes reconheciam que as multidões o seguiriam (Jo11:47-53)
Se Jesus tivesse encorajado as massas, em seus desejos temporais poderia dominar reinos e povos. Mas parece que toda vez que a situação caminhava para uma efervescência maior Ele se retirava, e muitos milagres operados eram acompanhados de uma palavra de sigilo.
Muitos discípulos não compreendiam bem
A Sua prática muitas vezes deixava perplexos os seus seguidores, pois em momentos de aplauso e manifestação favorável da multidão Jesus, se retirava com Seus discípulos, para dar continuidade ao Seu ministério ver João 7:2-9.
Com isto se fossemos avaliar o ministério evangelístico dEle, talvez não poderíamos, pelos números de seus seguidores pouca mais de 500 que Ele apareceu depois de Sua ressurreição e no pentecostes apenas 120, (Ico15:6, At1:15), enquadrá-lo entre os mais bem sucedidos evangelista de massa da Igreja.
Sua estratégia
Mas afinal porque Jesus concentrou deliberadamente seus esforços em tão poucos, afinal alguém com a unção e o poder dele poderia facilmente arrebatar milhares de seguidores, não é um tanto desapontador alguém como ele que se empenhou tanto e tão intensamente, no final contar com alguns poucos e amedrontados seguidores?
A nossa resposta esta no propósito real dEle, Jesus viera inaugurar seu reino e não impressionar as multidões, para isto precisava de homens que continuassem sua obra e guiassem as multidões. Nada adiantaria conquistar a massa e depois não ter quem as conduzisse no Caminho.
As massas são como ovelhas sem pastor (Mc6:34, Mt9:36, 14:14).
Princípios aplicados hoje
Com freqüência a igreja tem se dedicado as massas com grandes esforços evangelísticos, mas deixa de formar líderes para conduzir os novos nos Caminhos do Senhor. É preciso olhar para o mestre e seguirmos seus passos, conforme Efésios 4:12, um pequeno núcleo pode vencer grandes batalhas como Gideão.
Às vezes alguns poderiam objetar dizendo que isto demonstra favoritismo para um grupo selecionado de membros da igreja local, mas não importa foi assim que Jesus fez.
Entretanto deve-se tornar claro aos discípulos que o alvo é o atendimento a multidão, não pode haver indicio de parcialidade egoísta em suas relações para com todos. Tudo que for fazer com estes poucos deve visar a salvação das multidões.
Associação
“E eis que estou convosco todos os dias...Mt28:20 “
Jesus ficava com os discípulos
Tendo chamado os seus discípulos, estabeleceu a prática de estar com eles, esta era a didática do Senhor deixava que seus discípulos o seguissem.
Jesus não tinha erudição formal, nem seminários, nem cursos de estudos previamente esboçados nem aulas periódicas para nelas matricular Seus discípulos. Estas providencias tão organizadas e tão prestigiadas hoje em dia não tinham qualquer papel em seu ministério. Ele era a sua própria escola e seu currículo. A maneira de ensinar de Jesus fazia grande contraste com a maneira dos fariseus, com seus dogmas formulas e rituais.
A sabedoria era adquirida na companhia de Jesus
Foi através da comunhão com Jesus que os discípulos puderam conhecer os mistérios do reino de Deus (Lc8:10). O conhecimento vinha primeiro pela associação, antes da explicação. Ele era a ação de Deus encarnada, a Palavra viva, Jo14:5,6, na chamada de João e André vinde e vê(Jo1:39).
O dia a dia as decisões mais intimas eram acompanhadas pelos discípulos, era a vida compartilhada não apenas informação.
O principio observado
Uma vez respondendo afirmativamente ao chamado aqueles homens estavam habilitados a entrarem na sua escola, onde a compreensão seria ampliada e a fé deles confirmada. Certamente que havia muitas coisas que aqueles homens não compreendiam, mas que puderam ser esclarecidos conforme iam caminhando. Na presença Dele puderam aprender tudo quanto precisavam saber.
O chamado era para estar com e os enviaria a pregar (Mc3:14), Jesus deixou claro que antes de poderem pregar ou expulsar demônios, deveriam estar com Ele.
Mais Íntimos Ainda no Final
Ao contrario do que normalmente se aplica, quando mais o tempo passava mais Jesus proporcionava tempo a sós com seus discípulos, dava ainda mais atenção a eles.
(Mc7:24, Mt15:21, Mc7:31, 8:10, 27)Foram jornadas feitas em parte por causa da oposição dos fariseus, mas primariamente porque desejava estar com seus discípulos.(Lc13:22,19:28,Jo10:40, 11:54)Na semana de sua paixão ,praticamente não permitiu que eles saíssem de debaixo de seus olhos, pois foi nestes últimos momentos que as coisas parecem fazer mais sentido para eles Jo16:4.
E isto se confirma ainda depois de sua ressurreição, observando as escrituras consta que nenhum incrédulo viu Jesus ,das dez aparições todas foram aos seus seguidores e em particular para os apóstolos.
Isto Exigia Tempo
Essa associação íntima e constante, naturalmente, significou que Jesus dedicou a maior parte do seu tempo aos seus filhos na fé, isto significou sacrificar o tempo com sua própria família.
Até mesmo em momentos que escolheu para sua devocional pessoal, houve interrupção para atender aos discípulos Mc6:46-48.
O Alicerce do Acompanhamento
O acompanhamento são cuidados que devemos Ter com aqueles que se dispõe a seguir a Jesus, não basta apenas reuniões publicas como cultos para toda congregação, é preciso tempo de comunhão intima de compartilhar pessoal e individual para que todas as áreas da vida dos discípulos sejam ministradas. E por isto o importante é acompanhar o crescimento em cada caso.
A Igreja Como Comunhão Contínua
Como corpo de Cristo temos que Ter a noção clara do nosso papel como igreja, da nossa missão de como sacerdotes ministrarmos uns aos outros, individual e coletivamente, uma vez ministrados pelo mestre agora desempenhamos o papel que nos foi confiado. As reuniões formais não são capazes de formar vida de liderança, é preciso aplicar o método de Jesus, de estar com aqueles que devemos formar, edificar uma pessoa na fé , não é tarefa fácil, Paulo diz que é preciso sentir dores de parto Gl4:19.Para isto é preciso, sacrifício e abrir mão da liberdade pessoal .
O Principio Aplicado Hoje
Como Jesus o fez, assim devemos fazer ,ou seja o Pai confiou alguns a Ele e este cuidou , ensinou , participou e se fez conhecido, de maneira que esta associação comunicasse sua vida a eles. E agora nós a sua igreja devemos cuidar daqueles que ele nos enviou, nos associando com eles da mesma forma conhecendo e se fazendo conhecido, ensinando a outros a poderem em pratica aquilo que já aprenderam.
CONSAGRAÇÃO
“Tomai sobre vós o meu julgo...” Mateus 11:29
Ele Exigia Obediência
A simplicidade desse método de abordagem é maravilhosa, se não mesmo, atordoante. Nenhum dos discípulos foi solicitado, a princípio, a fazer qualquer declaração de fé ou aceitar algum credo bem definido, embora, sem duvida, já tivessem reconhecido que Jesus era o Messias prometido. (Jo 1:41,46,49 e Lc 5:8)
A princípio tudo que lhes foi pedido é que seguissem a Jesus e Ele esperava que eles fossem obedientes a sua Palavra, pois ninguém seguirá uma pessoa em quem não confia e nem dará o passo de fé com sinceridade a menos que esteja pronto para obedecer ao que o líder venha a dizer.
O Caminho da Cruz
Seguir a Jesus pode ter parecido fácil a princípio, mas, isto se mostraria difícil, um pouco mais a frente, pois a exigência do Mestre era total. Não haveria como conciliar a vida de ser discípulo com as coisas do mundo. É necessária a submissão absoluta.
É necessário abandonar o pecado, os antigos hábitos, a maneira de pensar, os prazeres do mundo e se conformar com as disciplinas do reino de Deus(Lc 16:13 - riquezas; Mt 5:1, 7:29, Lc 6:20-49).
Agora a perfeição do amor seria o único padrão de conduta e esse amor deveria manifestar-se em termos de obediência a Cristo, expresso na devoção daqueles por quem Ele morreria a fim de salvá-los.(Mt 5:48, Jo 14:21,23, Mt 25:31-36)
Há uma cruz no discipulado. Uma auto negação voluntária, em favor de outros ( Mc 8:34-38; 10:32-45; Mt 16:24-26; 20:17-28; Lc 923-25;Jo 12:25).
Era um treinamento severo. Não eram muitos que estavam dispostos a suportá-lo, muitos queriam receber o pão, mas não o compromisso e com isto muitos deixaram de segui-lo. O mais surpreendente de tudo que Jesus não saiu correndo atrás deles para tentar trazê-los de volta ao rol de membros de Seus seguidores, Jesus estava formando discípulos para seu reino e, se estes tivessem de ser vasos úteis teriam que suportar o alto preço. (Jo 6:25-66)
Simplesmente era impossível a alguém seguir a Jesus, através da reta vereda de Sua vida, sem desprender-se totalmente deste mundo; e aqueles que apenas fingiam tê-lo feito, só atraiam angústia e tragédia contra as suas próprias almas.( ex: judas, Jo 6:70, Mc 14:10,11,43,44, Mt 27:3-10, At 1:18,19)
Jesus não dispunha do tempo nem de desejo de diluir os Seus esforços com aqueles que quisessem estabelecer as suas próprias condições para serem seus discípulos.
Concluindo de modo franco e aberto, disse Jesus: “Assim pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo.” (Lc14:33,Mc10:21,Mt19:21,Lc18:22)
Poucos Querem Pagar o Preço
Quando os oportunistas deixaram de segui-lo, confrontou os discípulos quanto a uma postura deles. A partir daquele momento começou a falar mais abertamente sobre Sua morte. A permanência dos discípulos mais íntimos não significa que eles compreendiam claramente a mensagem da cruz, pois logo depois da grande afirmativa de Pedro sobre quem era Jesus, (Mt 16:22), Jesus adiantava sobre a sua morte pelos religiosos, e este contestou, foi preciso uma dura palavra do mestre, dizendo que a palavra do discípulo era de satanás.
Jesus suportou pacientemente todas as falhas humanas dos Seus discípulos, porquanto, a despeito de todas essas deficiências estavam dispostos a segui-lo. Sabia Cristo que eles haveriam de dominar esses defeitos na proporção em que fossem crescendo na graça e no conhecimento. A capacidade dos discípulos de apreender a revelação iria crescendo, contando que continuassem a pôr em pratica toda verdade que já tivessem entendido.
Obedecer é Aprender
A obediência a Cristo, portanto, era o próprio meio através do qual aqueles que estão na companhia Dele aprendiam mais e mais da verdade. Jesus não pedia que os discípulos seguissem o que não soubessem ser verdade. Mais ninguém podia segui-lo sem aprender o que era verdade (Jo 7:17). Por este motivo Jesus não exortou aos seus discípulos que se entregassem a uma doutrina, e sim a uma Pessoa, que era a encarnação dessa doutrina, e somente na medida em que continuassem em Sua Palavra é que poderiam conhecer a verdade (Jo 8:31,32)
Prova de Amor
De forma suprema, a obediência foi interpretada por Jesus como a grande expressão de amor “Se me amais guardareis os meus mandamentos...” “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, este é o que me ama...” Jo 14:15,21,22,23 ; 15:12,14
Jesus nos dá o exemplo, demonstrando obediência absoluta à vontade do Pai, tendo como principio controlador de Sua vida. (Jo 4:34; 15:10; 17:4; Lc 22:42, Mc 14:36)
A cruz foi o clímax coroador de Sua entrega ao Pai, Hebreus 5:8. Assim sendo, quando Jesus falou a respeito de Sua obediência, tratava-se de algo que os discípulos podiam ver encarnado em forma humana, disse Jesus Eu vos dei o exemplo (Jo 13:15,16, Lc 17:6-10,8:21;Mc 3:35;Mt12:50)
O Princípio Focalizado
Do ponto de vista da estratégia, no entanto, essa era a única maneira pela qual Jesus podia moldar a vida dos discípulos conforme a Sua Palavra. Não poderia haver desenvolvimento de caráter ou de propósito nos discípulos, sem a obediência. Um pai deve ensinar seus filhos a obedecê-lo, se quer que seus filhos sigam suas pisaduras.
Jesus estava preparando líderes para sua igreja, portanto, se não aprenderem primeiro a seguir um líder não estariam aptos à função.
Princípios aplicados hoje em dia
Não pode haver qualquer demora ou negligencia no tocante as ordens de Cristo. Estamos empenhados em uma guerra cujos resultados são vida ou morte, e todos os dias em que nos mostramos indiferentes ás nossas responsabilidades é um dia perdido para a causa de Cristo. Não faz parte de nossos deveres raciocinar por que Ele fala desta ou daquela maneira, mas tão somente cumprir os Seus mandamentos.
No reino de Deus não há lugar para descuidados ou para aqueles que agem relaxadamente porque essa atitude não somente exclui qualquer desenvolvimento na graça e no conhecimento, mas igualmente destroem qualquer utilidade, no campo e batalha do evangelismo deste mundo, no caso de quem age assim.
Para que haja consagração é preciso entrega total e irrestrita aos propósitos de Deus.
TRANSMISSÃO
“Recebei o Espírito Santo...” João 20:22
Ele deu a si mesmo
Jesus queria que seus seguidores Lhe fossem obedientes. Mas também percebeu o Senhor que ao aprenderem essa verdade, os seus discípulos haveriam de descobrir a experiência mais profunda com Seu Espírito. E então, ao receberem o Seu Espírito, haveriam de conhecer o amor de Deus por um mundo perdido. Eis por que as Suas exigências no tocante à disciplina foram aceitas sem argumentos. Os discípulos entenderam que não estavam meramente observando a lei, mas estavam respondendo Aquele que os amara, e que estava disposto a dar sua vida por eles.
A vida de Jesus consistia-se em dar-se; dar aquilo que o Pai lhe dera. (Jo15:15;17;4,8,14).
Ele deu a Sua Paz – Jo16:33, Mt11:28
Ele deu a Sua Alegria – Jo15:11 ; 17:13
Ele deu as chaves do Seu Reino- Mt16:19; Lc12:32
Ele deu a Sua própria Glória – Jo17:22,24
Ele deu Sua Vida – MT 20:28
Sob esta luz, de que o Filho é colocado no lugar do mundo, é que podemos começar a compreender a magnitude da cruz. Contudo, nessa percepção, a cruz de Cristo é inevitável porque o infinito amor de Deus só pode se expressar devidamente de forma infinita. Assim como o homem por causa do seu pecado tinha que morrer, assim, também Deus, por causa do Seu amor, teve que enviar Seu Filho, para que morresse em nosso lugar. ”Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém sua vida em favor dos seus amigos.” Jo 15:13
Compulsão do Evangelismo
A vida de Jesus foi um exemplo vivo e claro, de uma paixão profunda pelas pessoas, uma chama que ardia em Sua própria alma do Amor verdadeiro. Os discípulos viram isto muitas vezes, e de muitas maneiras, todos os dias, portanto não era teoria, mas prática de vida.
Muitas destas demonstrações confrontavam as expectativas dos discípulos, pois de fato Jesus veio demonstrar, como viver para servir e não para ser servido (J0 13:1-20)
E enquanto observando assim a Jesus, ministrando aos enfermos, consolando aos tristes, e pregando o evangelho aos pobres, ficava-lhes claro que o Mestre não reputava pequeno demais qualquer serviço, nem sacrifício grande demais, quando era feito para a glória de Deus.
As Credenciais do Ministério
O amor é a única maneira de conquistar a reação favorável e espontânea dos homens; e isso só é possível pela presença de Cristo dentro dos corações. Por isto é necessário que se dê gratuitamente aquilo que receberam (Mt 10:8) Amar uns aos outros como Ele os amara (Jo 13:34,35). O amor demonstrado no Calvário, era o padrão, a mesma dedicação altruísta (Jo 17:23)
A Obra do Espírito Santo
Tudo que Jesus ensinou não tinha como ser realizado pelo homem natural. É necessário nascer de novo (Jo 3:3-9). Desde o principio até o fim, experimentar o Cristo vivo, em qualquer forma pessoal, é operação do Espírito Santo.
Foi pela virtude do Espírito que Jesus operou e realizou todas as coisas aqui na terra (Lc4:18, Mt 12:28). Assim sendo, Jesus era Deus em revelação; mas o Espírito Santo era Deus em operação. Por isto Jesus esclareceu aos seus discípulos, que o Espírito haveria de preparar o caminho para o ministério deles, Ele lhes daria as palavras que deveriam falar (MT 10:19,20; Mc 13:11; Lc 12:12)
Portanto, somente por intermédio do Espírito de Deus é que alguém é habilitado a cumprir a missão redentora do evangelismo. Tudo que os discípulos foram solicitados a fazer foi permitir que o Espírito Santo tivesse as rédeas completas de suas vidas.
Outro Consolador
Com a aproximação da morte de Jesus, era necessário instruir seus discípulos sobre a função consoladora do Espírito, que estaria com eles para sempre, da mesma maneira que Ele estivera com eles durante três anos em carne, agora através do Espírito, continuaria a ensinar, guiar não mais limitado a geografia imposta por sua forma humana, mas agora simultaneamente em todos os lugares. (Mt 28:20; Jo 14:16)
O Segredo da Vida Vitoriosa
Por isto, a instrução de Jesus para que os discípulos aguardassem em Jerusalém, até que a promessa se tornasse uma realidade entre eles (Lc 24:49; At 1:4,5,8; 2:33). Precisavam de uma experiência tão real com Cristo que suas vidas ficassem tomadas pela Sua. A tarefa sobre humana que foram chamados a realizar precisava ajuda sobre humana para ser concluída: A transmissão de poder vindo do alto, o Batismo do Espírito Santo.
Questão do principio na atualidade
Toda essa questão resolve em torno da pessoa do Mestre. Basicamente, o Seu caminho era a Sua Vida, e outro tanto deve acontecer entre os seus seguidores. Precisamos de Sua vida em nós, por intermédio do Espírito Santo, se tivermos de fazer Sua obra e praticarmos os Seus ensinamentos. Qualquer obra evangelística sem isto é destituída de vida e não tem sentido algum. Somente quando o Espírito de Cristo em nós exalta ao Filho é que os homens são atraídos ao Pai.
É natural que não podemos dar algo que nós mesmo não possuímos. A própria capacidade de perder a nossa vida, por amor a Cristo, é a prova dessa possessão. E também não podemos reter aquilo que possuímos no Espírito de Cristo, ao mesmo tempo em que continuamos a guardar este tesouro. O Espírito de Deus sempre insiste em fazer Cristo conhecido. Aqui está o grande paradoxo da existência: precisamos morrer para nós mesmo, a fim de vivermos para Cristo, e nessa renúncia a nós mesmos, precisamos nos dedicar ao Senhor, em serviço e devoção a Ele. Esse foi o método de evangelização utilizado por Jesus, o qual a principio, foi percebido apenas pelos seus poucos seguidores. Através deles, todavia, haveria de transformar-se no poder de Deus, na conquista do mundo.
A despeito disso, não podemos parar neste ponto. Também é necessário que vejamos em nós uma clara demonstração do modo de viver a vida de Cristo. Assim sendo, precisamos entender outro obvio aspecto da estratégia que Jesus usou para com os Seus discípulos.
DEMONSTRAÇÃO
“Porque Eu vos dei o exemplo... “ João 13:15
Jesus mostrou-lhes como se deve viver
Nosso Senhor Jesus sabia que não bastava atrair as pessoas á sua comunhão espiritual, era necessário que os seus discípulos aprendessem como Sua experiência era conservada e compartilhada, se isso tivesse que ser perpetuado no evangelismo, por isto demonstrou a Sua maneira de viver diante de Deus e dos homens.
A prática da oração
Quando olhamos para a vida de Jesus, com freqüência, Ele permitiu que os seus discípulos o vissem a conversar com o Pai, (Lc 3:21, 6:12, 9:18,29, 22:29-46, 23:46). Eles podiam perceber que toda força e convicção na vida do Mestre derivava da oração, apesar de não entenderem perfeitamente tudo que estava envolvido, com certeza constataram que essa prática fazia parte do segredo de Sua vida.
Jesus não forçou os discípulos a aceitarem a lição; pelo contrário, continuou orando até que eles ficaram tão famintos que pediram ao Senhor que lhes ensinasse o que estava fazendo (Lc 11:1).
Aproveitando a oportunidade quando ela surgiu naturalmente, Jesus passou a ministrar aos discípulos uma lição que os seus corações já estavam preparados para receber.
Dali por diante Ele enfatizou a vida de oração, ampliando gradativamente a sua significação e aplicação, a medida que os discípulos eram capazes de compreender as realidades mais profundas do Espírito de Cristo. A menos que eles aprendessem o sentido da oração e aprendessem como pô-la em prática, de forma coerente, não haveria grandes resultados derivados de suas vidas.
Usando as escrituras
Outro aspecto da vida de Jesus, que foi vista diante dos seus discípulos, foi a importância e o emprego das Escrituras, elas foram usadas tanto para sustentar a vida devocional de Jesus, como para conquistar outras pessoas para o caminho da verdade.
Existem pelo menos 66 citações ao Antigo Testamento nos diálogos com os discípulos, e mais de 90 nas conversas com outras pessoas. Em todas as coisas, ficou claro que a Palavra escrita, nas Escrituras, e a Palavra proferida por Cristo, não estavam em contradição mas antes, completavam-se entre si. Aquilo em que Jesus cria, também teria de ser compartilhado pelos discípulos, portanto, as escrituras, aliada as próprias declarações de Jesus, tornaram se para os discípulos a base objetiva de sua fé em Cristo.
Por outro lado, ficou claro que para prosseguir em sua comunhão, por intermédio do Espírito Santo, depois de Sua partida para o céu teriam de permanecer apegados a sua Palavra (Jo 15:7)
Supremamente conquistadores de almas
Através deste método de demonstração pessoal, todo aspecto da disciplina da vida de Jesus foi entregue como herança aos discípulos, mas o que tem mais importância, em vista desse propósito final, é que, durante todo tempo, Jesus lhes ensinava a ganhar almas.
Praticamente tudo que Jesus disse ou fez tem vinculo com o trabalho de evangelização dos discípulos, ou mediante alguma explanação espiritual, ou mediante alguma revelação de como teriam que tratar com os homens.
O principio em foco
Jesus dominava de tal maneira o Seu ensino que nunca permitiu que o Seu método obscurecesse as lições que ministrava. Permitia que a Sua verdade chamasse a atenção para si mesma, e não chamava a atenção dos ouvintes para a apresentação da verdade.
Tudo isto pode ser difícil de imaginar, nesta época de técnicas profissionais e de estratagemas infalíveis. Há pessoas que imaginam que não seria possível avançar sem um manual bem elaborado, para nos mostrar o que fazer em seguida. O que esperamos no mínimo é uma aula sobre como ganhar almas para Cristo. O interessante é que os discípulos jamais tiveram qualquer destas coisas que julgamos tão essenciais para o trabalho.
Tudo que necessitavam era de um Mestre que praticasse, com eles, aquilo que Ele esperava que aprendessem; o evangelismo foi vivido diante dos olhos deles, em espírito e quanto á técnica.
Observando Jesus, os discípulos aprenderam tudo quanto esta vinculado a esta atividade. Ele os levou a reconhecerem a necessidade inerente a todas as classes de pessoas, bem como a melhor forma de se aproximarem delas. Nada era esboçado em um quadro negro, numa aula enfadonha ,e nada foi escrito em um manual “ FAÇA SOZINHO”. O Seu método era tão real e pratico que as lições surgiam naturalmente.
Classes sempre em funcionamento
Esse método operava tanto quando Ele se dirigia ás massas, como quando Ele tratava com indivíduos isoladamente, os discípulos estavam sempre presentes, observando as palavras e atitudes do Mestre, se alguma coisa não ficava clara estes pediam ao Mestre mais explicações.
Exemplo, a historia do semeador Marcos 4:1, Mateus13, Lucas 8, e os discípulos interrogaram Lucas 8:9, Marcos 4:10, Mateus 13:10; ou quando os discípulos pareciam relutantes em confessar sua perplexidade ,Jesus tomava a iniciativa, esclarecendo o problema, exemplo: o jovem rico, Mateus 19:23, Marcos 10:23, Lucas 18:24, isto causou uma prolongada conversa, Marcos 10:24-31, Mateus 19:24 ; 20:16.
Esse foi o segredo da Sua influencia no ensino, Ele não solicitava a quem quer que fosse que fizesse ou fosse alguma coisa, sem primeiramente demonstrar o fato na Sua própria vida; e assim provava que o ensino funcionava, e também que tinha ligação á missão de Sua vida.
O principio aplicado hoje em dia
Aqueles que desejam formar discípulos de Cristo, devem estar preparados para deixá-los que os sigam, da mesma maneira que nós seguimos a Jesus ( I Co 11:1), nós somos o mostruário (Fp 3:17, I Ts 2:7,8 ; II Tm 1:3 ). Desta maneira nossos aprendizes farão aquelas coisas que ouvem e vêem em nós (Fp 4:9), através desta liderança podemos transmitir nossa maneira de viver àqueles que estão constantemente conosco.
Precisamos acolher essa verdade em nossas próprias vidas. Não pode haver esquiva nem evasão de nossas responsabilidades pessoais, porquanto devemos mostrar o caminho àqueles a que estamos treinando. E essa revelação deve incluir a atuação prática na vida das realidades mais profundas do Espírito de Deus. Esse foi o método do Mestre, e nada menos do que isto será bastante para treinar outros a fazerem o trabalho Dele.
DELEGAÇÃO
“E Eu vos farei pescadores de homens.” Mateus 4:19
Jesus distribuiu trabalho entre os discípulos
Ele sempre foi avançando em Seu ministério, até o tempo em que os seus discípulos teriam de substituí-lo em Seu trabalho, saindo pelo mundo levando o evangelho da redenção. Este plano foi progressivamente demonstrado, enquanto os discípulos o seguiam.
O primeiro convite de Jesus aos discípulos nada dizia sobre a necessidade de saírem a evangelizar o mundo, embora este fosse o plano desde o principio.
O serviço feito pelos discípulos a principio está nas providencias de arrumar alimento , acomodações para o grupo enquanto o seguiam.
Por mais ou menos um ano estes discípulos não fizeram muito mais que observar o Mestre trabalhar.
Em sua nova chamada a quatro pescadores, Ele relembrou-lhes que ao seguirem-No, iriam se tornar pescadores de homens ( Mc 1:17 ; MT 4:19 ; Lc 5:10 )
Primeira missão evangelística dos doze
Na terceira passagem geral pela Galiléia, Jesus percebeu que era chegada à hora de seus discípulos participarem do trabalho de uma maneira mais direta, já tinham visto o bastante precisavam agora por em prática. ( Mc 6:6-7, MT 10:5 , Lc 9: 1,2 ) Ex: Águia e filhotes.
Instruções Sintetizadas
Antes de Seus discípulos partirem, Jesus apresentou instruções claras e objetivas sobre a missão que eles teriam, falou de forma explícita aquilo que vinha ensinando-os de forma implícita.
( Lc 9:1-2 ; MT 10 1-8 ; Mc 6:7 )
Os discípulos também foram instruídos a concentrarem tempo e esforços ,sobre pessoas que pudessem continuar o trabalho depois que se retirassem para outra cidade, portanto antes mesmo de qualquer investida evangelística era necessário primeiro achar o homem base de cada lugarejo.( MT 10:11 ; Mc 6:10 ; Lc 9:4 )
Esperando dificuldades
Jesus advertiu aos discípulos que eles deveriam estar conscientes de que encontrariam oposição e perseguição por parte de muitos, mas que deveriam perseverar pois era aquele o caminho para ser como o Mestre, pois Ele pessoalmente passava por isto, mais que Ele jamais os deixaria sós.
Podemos ver tudo em Mateus 10.
Um Evangelho Divisor
Jesus deixou bem claro que esta mensagem tinha natureza divina portanto iria trazer divisão de águas, entre o que serve a Deus e o que não serve. Não haveria negociação com o pecado, e isto traria divisão entre pai e filho, nora e sogra.( MT 10:34-38)
Unidos a Cristo
A missão dada aos discípulos era coberta de toda autoridade de Jesus, eles eram de fato representantes Dele, ao ponto de que Jesus disse que aqueles que recebessem a um de seus discípulos receberia a Ele mesmo. ( Mc 6:7; MT 10 :1,40,42 ; Lc 9:1; Jo 13:20 )
Dois a Dois
Este é um princípio da palavra de Deus para vida do homem, e Jesus enviou assim os seus discípulos para que tivessem o apoio um do outro para enfrentar as adversidades do caminho, e podemos constatar que era uma prática muito freqüente, relatada em diversos trechos dos evangelhos em diferentes momentos na vida dos discípulos. ( Mc 6:7,12 ; Lc 9:6,MT 11:1)
Mais tarde Jesus separa e envia mais setenta discípulos as cidades da região. (Lc10:1-16 ; 9:52)
Ordens após a ressurreição
O principio que consistiu de determinar tarefas especificas aos discípulos de Jesus foi conclusivamente demonstrado pouco antes do Senhor retornar ao céu, após a Sua crucificação e ressurreição, é relatada varias vezes. (Lc 24:38-40, 41-43, Jo 20:21, Jo 21:15-17, MT 28:16, 18-20)
Paz seja convosco. Assim como o Pai me enviou Eu vos envio. Com estas palavras, Jesus assegurou novamente aos discípulos a promessa e a autoridade proporcionada pela vinda do Espírito Santo, que os capacitaria a cumprirem o seu trabalho, nos propósitos divinos, os discípulos não desempenhariam menor do que o do Mestre.( At 1:8 ; Lc 24: 48-49 )
O principio é claro
Jesus deixou bem definido a ordem, percebida por impulso desde o inicio do discipulado deles, mas progressivamente esclarecida em seus pensamentos, à medida que O foram seguindo até que finalmente foi expressa em termos claros. Ninguém que seguisse a Jesus por muito tempo poderia escapar a esta conclusão. Foi assim e ainda o é, até hoje.
O evangelismo, por conseguinte, não é um acessório opcional em nossas vidas de crentes, mas, é o próprio pulsar de tudo aquilo que fomos chamados a ser e a fazer. É a comissão entregue a Igreja que empresta significação a tudo quanto é empreendido em nome de Cristo.
SUPERVISÃO
“... ainda não consideraste nem compreendeste?...” Marcos 8:17
Jesus Supervisionava os Discípulos
O mestre estabeleceu a norma de ouvir os relatórios de Seus discípulos após a empreitada de cada missão deles de maneira a conferir e instruí-los em toda boa obra. O ensino de Jesus se revezava entre instrução e incumbência. Ele sempre os ajudava a compreender as razões de uma atitude anterior a fim de prepará-los para alguma nova experiência.
Suas perguntas, ilustrações, advertências e admoestações eram calculadas para destacar aquelas coisas que precisavam saber a fim de cumprirem as tarefas determinadas pôr Ele as quais visavam a evangelização do mundo ( Mc 6:30, Lc 9:10 ).
Podemos observar que no retorno do grupo de setenta, o relatório foi arrebatador ( Lc 10 :17 ).
Nada poderia trazer mais alegria a Jesus do que isto, pois, eram os frutos de muito trabalho de Jesus na vida de seus discípulos, que agora Ele começara a ver( Lc 10:18-22).
Contudo, para mostrar o quanto Jesus se mantinha alerta e para fazer as experiências servirem de veículos para ensinarem a verdade, até mesmo nessa oportunidade Ele fez um aviso de cautela aos discípulos contra o orgulho em suas realizações.
“Não vos alegreis porque os espíritos vos submetem, alegrai-vos antes por estarem vossos nomes escritos nos céus” (Lucas 10:20).
Revisão e Aplicação Continuas
O que visto aqui tão vivamente, nessas seções de verificação, após as jornadas evangelísticas dos discípulos, põe em alto relevo a estratégia de Jesus durante todo o Seu ministério. Enquanto passava em revista a alguma experiência dos discípulos, Jesus frisava alguma aplicação prática da mesma para suas vidas.
O episódio do menino que os discípulos fracassaram em curar, após as tentativas deles o pai trouxe o menino a Jesus que passou a cuidar dele, mas que, ao mesmo tempo, passou uma importante lição aos discípulos sobre a necessidade de maior comunhão com o Pai, através da oração e da separação através do jejum. (Mc 9:17-29; MT 17:14-20; Lc 9:37-43) Meditemos sobre a maneira como Ele relembrou o Seu próprio desempenho, na multiplicação dos pães para a multidão, a fim de lembrar aos discípulos do poder, e ministrava a eles uma lição vital referente ao discernimento espiritual (Mc 6:30-44, 7:31a 8:9, 13:21; MT 14:31-21, 15:29-38; Lc 9:10-17, Jo 6:1-13). Jesus denunciou a atitude dos religiosos de quererem sempre sinais (Mc 8:10-12; MT 15:39 a 16:4 ). Sem duvida alguma, sentindo o peso que recaíra sobre os discípulos, devido ao incidente ocorrido do outro lado do lago, voltou-se para seus discípulos e lhes disse: Vede! Guardai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Heródes”; a fim de adverti-los contra a incredulidade (Mc 8:17-20 MT 16:12).
Outro momento que Jesus corrige a visão dos discípulos é quando equivocadamente eles proíbem outros a fazerem a obra de Deus, por não estarem com eles (não eram da mesma denominação!)( Mc 9:38 , Lc 9:49 ) E Jesus diz para não proibir (Mc 9:39-50 ,Mt 18:6-14, Lc 9:50).
Em um outro momento os discípulos encontram resistência, reagiram desejando que caísse fogo sobre aquela gente e Jesus os repreendeu chamando sua atenção para a Sua missão de salvar e não destruir ( Lc 9:51-56 )
O Princípio Observado
Jesus não queria que os discípulos descansassem no sucesso ou no fracasso, sem importar o que fizessem, sempre havia mais a fazer e a aprender. Ele se regozijava ante o êxito deles, mas o alvo de Cristo era nada mais nada menos do que a conquista do mundo, e visando esta finalidade, Ele sempre superintendia os esforços deles.
O encontro dos discípulos com situações da vida real permitia a Jesus destacar Seu ensino, enfatizando necessidades especificas, vazando esse ensino em termos concretos de experiência prática. Jesus mantinha sempre seus discípulos em direção ao alvo que Ele estabelecera, não esperava mais do que eram capazes, mas esperava o melhor que podiam fazer, e que sempre fossem melhorando seus desempenho na medida que fossem crescendo no conhecimento e na graça. O plano de ensino traçado pelo Senhor Jesus, mediante exemplo, incumbência e verificação constante, era calculado para extrair o que havia de melhor nos discípulos.
O Princípio Aplicado Hoje
Aqueles que procuram formar a outros para o evangelismo devem supervisionar, pois ninguém deve esperar que o trabalho seja feito só porque mostrou a um obreiro bem intencionado como realizar a obra, pois inúmeras emergências poderão surgir, frustrando e desviando o trabalho e a menos que haja cobertura o obreiro pode sentir-se desencorajado e derrotado e também por conta da euforia da alma quanto ao deleite da graça. Por isto é “mister” que deve haver sempre supervisão e orientação pessoal.
REPRODUÇÃO
“... para que vades e deis frutos...“ João 15:16
Jesus Esperava Que Seus Discípulo se Multiplicassem
Ele tinha por intenção que os discípulos produzissem outros discípulos semelhantes a eles mesmos, que fossem recolhidos do mundo, através da Igreja; e assim, por intermédio do Espírito Santo, seria multiplicado muitas vezes, através da vida dos discípulos o reino, que continuaria a expandir-se em círculos concêntricos cada vez maiores, até que as multidões viessem a saber, de alguma forma particular a oportunidade oferecida pelo Mestre.
Mediante esta estratégia, a conquista do mundo seria apenas uma questão de tempo e da fidelidade ao Seu plano (Mt 13:32,33; Mc 4:32 ; Lc13:18,19).
Vitória Através do Testemunho
Essa incrível confiança no futuro se alicerça no conhecimento de Cristo sobre aqueles que o adoravam no presente. Ele sabia que seus discípulos haviam aprendido pelo menos a essência de Sua gloria (Mt 16:16,18 ; Mc 8:29 ; Lc 9:20).
O Princípio Observado
Tudo volta a concentrar-se nos discípulos de Jesus, eles eram a vanguarda de Seu movimento envolvedor.”... por intermédio de sua palavra ...” Jesus esperava que outros viessem a confiar nele (Jo 17:20), por sua vez, passariam ainda mais adiante a Palavra da Salvação, até o tempo que o mundo viesse a conhecer quem é Cristo, e o que Ele veio fazer (Jo17:21,23).
Não importava quão pequeno fosse o grupo inicial, contando que reproduzissem e ensinassem os seus discípulos a se reproduzirem em outros. Por mais simples que possa parecer, assim é que o evangelho conquistaria ao mundo, Jesus não tinha outro plano.
A Videira Verdadeira
A garantia de todo esforço de Cristo era de que após sua partida o Seu Espírito continuaria a guiar a vida dos discípulos, e, portanto a Sua vida produziria segundo a Sua espécie. Na parábola da vinha Jesus ensina exatamente como deveria se dar este processo de reprodução (Jo 15:1-17): Os galhos da vinha deveriam frutificar pois o que não der fruto não pode viver da videira, e o que frutifica , frutifica o fruto da vide, ou seja segundo Jesus que é A Videira Verdadeira. De diversos modos e entre todos os tipos de pessoas, Jesus convocava os homens para avaliarem o produto de suas vidas, pois isto revelava quem realmente eram.
A Grande Comissão
A incumbência recebida pelos discípulos pode ser sumariada no mandamento que diz: “Ide portando e fazei discípulos de todas as nações... (MT 28:19), isto é, os discípulos deveriam ir pelo mundo, conquistando a outros, que se tornariam no que eles mesmo já eram – discípulos de Cristo.
No original grego dessa passagem, onde se verifica os vocábulos, ir, batizar e ensinar, são todos particípios que derivam sua força do verbo controlador traduzido aqui por, fazer discípulos.
Orando Por Trabalhadores na Ceifa
A ênfase da grande comissão recai sobre a liderança. Jesus já demonstrara, através do Seu próprio ministério, que as massas desiludidas de tudo estavam maduras para a ceifa, embora não contassem com pastores espirituais que as liderassem. Como poderiam ser conquistadas para Deus? A resposta de Jesus foi esta: “A seara na verdade é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para sua seara“ (MT 9:37,38).
A única esperança que resta para o mundo é que se levantem homens que vão com o evangelho da salvação; então, tendo conquistado os homens para o Salvador, não os abandonem; pelo contrário,
que trabalhem fielmente com eles, com paciência, com grande zelo, até que se transformem em crentes frutíferos, que condimentem o mundo ao redor deles com o amor do Redentor.
O Princípio Aplicado as Nossas Vidas
É neste ponto, finalmente, que todos nós devemos avaliar a contribuição que estamos dando através da nossa vida e pelo nosso testemunho, no propósito dAquele que é Salvador do mundo. Aqueles que nos tem seguido até aos pés de Cristo estão atualmente conduzindo outros a Ele, ensinando-os a fazerem discípulos, tal como nós mesmos?
Não é chegado o tempo de todos nós examinarmos novamente nossas próprias vidas e ministérios, partindo dessa perspectiva? Onde estão nossos os discípulos? O que estão fazendo em favor de Deus, de nossas vidas e nossos ministérios?
Comprovado Pela Igreja
Quando olhamos para os feitos dos discípulos descritos no livro de Atos, vemos a vida de Cristo ser compartilhada gradualmente com a multidão reproduzindo homens que reproduzissem o seu ministério até os confins da terra. Basta-nos afirmar que a Igreja primitiva comprovou que o plano traçado pelo Mestre para a conquista do mundo, realmente funciona. Pois o impacto causado no mundo antes da passagem do primeiro século abalou o sociedade pagã, e se este impulso tivesse continuado na área do evangelismo, como naquele primeiro tempo em pouco tempo todo o mundo teria conhecido o toque da mão do Mestre.
Atalhos Tem Falhado
Crer que apenas os esforços de evangelismo de massa, com grandes movimentos, cruzadas, em veículos de grande alcance como televisão, rádio (que lógico são de grande ajuda e essenciais nestes dias) seriam de grande valia é confrontado com o fato de que Jesus elaborou um plano de expansão pessoal onde, o método é feito através de pessoas e não de coisas.
O que necessitamos é de melhores homens e não melhores métodos. Homens que conheçam o seu Redentor mais profundamente do que meramente por ouvir dizer. Homens que tenham a Sua visão e sintam o Sua paixão pelas almas perdidas Que estejam dispostos a nada ser, a fim de Ele seja tudo. Homens que queiram tão somente que Cristo produza a Sua vida neles e através deles, de acordo com Sua boa vontade.
O Mestre e o Plano Traçado por Você
“Eu sou o Alfa e o Ômega ...“Ap 1:8
A vida tem um plano
Quando olhamos para nossa vida, qual é o nosso plano? Todos devem viver de acordo com um plano. Ele é o princípio organizador em torno do qual o alvo da vida é realizado. Talvez não tenhamos consciência do plano de nossas vidas em cada ato, e mais ainda, nem tenhamos conhecimento desse plano. Não obstante, todas as nossas ações invariavelmente desdobram alguma espécie de padrão, que está no centro de tudo o que fazemos. Quando buscamos a resposta para isto, e procuramos divisar o nosso próprio objetivo, e como nos lançamos em sua realização, o que descobrimos nem sempre nos parece muito satisfatório. Todavia, uma avaliação honesta deve nos levar a ficarmos mais preocupados com nosso chamamento, pelo menos no caso do indivíduo que confia no fato que o caminho traçado por Jesus é a regra mediante a qual toda ação deve ser testada.
O que precisamos é cumprir aquilo pelo qual fomos escolhidos pelo Mestre, a ser e fazer com toda diligência.
Adotamos como livro texto de nosso estudo, O PLANO MESTRE DE EVANGELISMO,
de Robert Coleman, edição de 1963.
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