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8 Marcas de Qualidade da Igreja

VIDA DE IGREJA.
A Igreja é a comunidade dos que vivem da fé de que Jesus é o Cristo – O Filho do Deus vivo.
Instrumento de revelação da Vontade de Deus ao mundo fundamentada na Palavra de Cristo, e habilitada pelo poder do Espírito Santo para manifestar Seu amor, graça, glória, paz, vontade e justiça.
Atua na área apostólica, profética, evangelística, pastoral e de ensino junto ao indivíduo nas suas relações como trabalhador, na família e na sociedade, conduzindo-o na manifestação das virtudes do Reino de Deus.
É a Família de Deus, a Sua Casa Espiritual, a Noiva de Cristo, a Geração Eleita, o Sacerdócio Real, a Nação Santa, o Povo Adquirido, o templo do Deus Vivo, como Deus mesmo disse: “Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo”. (II Coríntios 6)
O Cabeça da Igreja é Cristo, Quem opera tudo em todos. A Igreja é o Seu complemento e extensão na terra para manifestação da Sua glória na criação. Não há ação paralela ou proposta alternativa que possa ocupar o lugar concedido exclusivamente à Igreja como Corpo Vivo de Cristo.
É Forte pela consistência e qualidade de seus vínculos e compromissos, e não pela capacidade de exercer controle, governo e dominação. Como lugar de Liberdade, é apta para influenciar através de um modelo de princípios e fundamentos, mais do que de estilos e métodos, desde que não apresentem prejuízo da integridade do caráter da família.
SEGUNDO A SUA NATUREZA.
“Mas Deus é Quem dá o Crescimento”. (l CorÍntios 3)
A Igreja, como Corpo Vivo de Cristo, já está naturalmente dotada por Deus
para promover seu próprio crescimento com qualidade, de acordo com suas aptidões e características.
Uma expressão de Jesus em Mateus 6:28, nos ajuda a entender esse tipo de crescimento: “Considerai como crescem os lírios do campo”. A palavra grega, na raiz da exortação “considerai”, é: “katamathete”. Que significa mais do que simplesmente “considerar”, mas é a forma intensiva de “mathano”, o verbo que significa “aprender”, “examinar”, “pesquisar”. O prefixo “kata”, no grego, é colocado para que o significado original de uma palavra seja intensificado.
Nesse caso, poderíamos traduzir considerai como “aprender cuidadosamente”, “examinar com precisão”, “pesquisar com toda a dedicação”.
Estudar e examinar os mecanismos de crescimento dos lírios, para compreendermos melhor as leis do reino de Deus, quanto ao próprio crescimento e qualidade de vida da Igreja.
Como alternativa ao que poderíamos chamar de modelo tecnocrático, chamamos de “desenvolvimento natural da Igreja” à forma de edificação da Igreja que podemos aprender da natureza. Isso significa reconhecer e liberar os mecanismos automáticos de crescimento com que Deus equipou a Igreja, e não tentar fazer tudo pelos próprios esforços.
Quem estuda a criação e os seus mecanismos de funcionamento, sejam cristãos ou não, se depara com o que os cientistas chamam de potencial natural, e que a ecologia define como: “capacidade inerente de uma espécie ou organismo de se multiplicar e reproduzir por si mesmo”.
Esse conceito é totalmente desconhecido no mundo da técnica, onde se fundamenta o modelo tecnocrático. Nenhuma máquina tem a capacidade de se reproduzir. É verdade que uma máquina de café produz café, mas não outra máquina de café. Isso é totalmente diferente na natureza, na criação: Um pé de café produz grãos de café que por sua vez produzem novos pés de café.
Esse é um princípio que o próprio Deus, como criador, colocou na natureza.
É o segredo da vida, o princípio criador de Deus.
O segredo não é produzir o crescimento e a multiplicação, mas reduzir ao máximo a resistência própria do ambiente a esse crescimento e essa multiplicação. Então, o crescimento acontece de modo espontâneo, por si mesmo. A nossa tarefa não é produzir o crescimento da igreja, mas liberar o potencial natural que Deus já colocou nela, como Organismo Vivo. Cabe a nós, portanto, manter o nível de resistência tão baixo quanto possível, ou seja, limitar os fatores de influência contrária ao crescimento; sejam eles de natureza interna ou externa.
Devemos nos concentrar nos fatores internos, sobre os quais temos controle, e que podem inibir o crescimento e a multiplicação da Igreja. Assim, seu crescimento vai acontecer naturalmente, por si mesmo.
Deus faz o que prometeu: Ele dá o crescimento!
O segredo estratégico das igrejas que crescem é: A liberação dos processos automáticos de desenvolvimento dados por Deus.
Se transferirmos esse conceito para o organismo da Igreja, devemos perguntar:
- Como organizarmos o que está auto-organizado?
- O que podemos fazer para liberar aquilo que chamamos de potencial natural?
- Como estamos contribuindo para que os processos automáticos de desenvolvimento, com os quais Deus equipou a Igreja, funcionem?
O conceito bíblico por trás desse termo é o descrito em Marcos 4: "O Reino de Deus é assim como se um homem lançasse a semente à terra, depois dormisse e se levantasse, de noite e de dia, e a semente germinasse e crescesse, não sabendo ele como. A terra por si mesma frutifica, primeiro a erva, depois a espiga, e, por fim, o grão cheio da espiga. E quando o fruto já está maduro, logo se lhe mete a foice, porque é chegada a ceifa".
O texto mostra o que é função do homem - e o que não é:
- ele pode e deve semear;
- ele pode e deve dormir e levantar;
- ele pode e deve ceifar;
O que ele não pode é produzir o fruto, pois a terra, diz o texto, o produz por si mesma. Essa expressão é a chave para a compreensão dessa parábola. No grego o termo é “automate”, que traduzido literalmente significa “automático”.
O texto bíblico fala, portanto, explicitamente, de um “processo automático de crescimento”. Para um judeu, nos dias de Jesus, isso poderia significar simplesmente “sem razão conhecida”; mas para aquele que de fato cria em Deus, a verdade é: “algo feito, ocasionado, gerado pelo próprio Deus”.
Aplicado à Igreja, pode ter o seguinte significado: Visto de fora parece que algo aconteceu por si mesmo, automaticamente. No entanto, sabemos que aquilo que está acontecendo é uma obra de Deus. O processo automático se revela, na verdade, um “processo teomático”.
Os princípios do desenvolvimento natural da Igreja foram aprendidos de três fontes diferentes:
Pesquisas empíricas: Igrejas que crescem e igrejas que não crescem. O que não significa que podemos adotar, sem questionamentos, os modelos que elas usam para explicar sua situação.
Observação da natureza: Da criação de Deus, pois a Bíblia nos exorta a adotarmos esse procedimento.
Estudo dos textos bíblicos: Encontramos nas Escrituras os princípios naturais do desenvolvimento da Igreja de forma explícita.
Três declarações-chave que podem resumir a diferença básica entre esse conceito e os demais:
A. O desenvolvimento natural se coloca contra o procedimento pragmático e a-teológico (o fim justifica os meios), e o substitui pelo procedimento orientado de acordo com princípios.
B. O ponto de partida não é a quantidade: - Como levar mais pessoas para a Igreja!? Mas, considerar a qualidade de vida da Igreja como chave estratégica para o seu desenvolvimento.
C. O desenvolvimento natural não quer produzir, mas, sim liberar os processos automáticos de crescimento com que Deus mesmo constrói a Sua Igreja.
Desenvolvimento natural da Igreja significa despedir-se do pragmatismo superficial, da lógica de causa e efeito, da obsessão pela quantidade, dos métodos manipuladores de marketing e da mentalidade questionável de querer produzir as coisas. Ou seja: Deixar para trás programas de sucesso imaginados por homens, e abraçar os princípios de crescimento que Deus colocou à nossa disposição na criação.
Para estabelecer melhor essa diferença serão usados três conceitos:
A. Modelo Tecnocrático: Instituições, programas e métodos são supervalorizados.
B. Modelo de Espiritualização: Instituições, programas e métodos são menosprezados.
C. Modelo Natural: Proposta teológica - fundamento para o desenvolvimento natural da Igreja.
PERGUNTAS PARA REFLEXÃO:
De Mcgravan - “Igreja com Propósitos” de Rick Warren.
- O que as igrejas fazem hoje é realmente bíblico?
- O que fazemos é puramente cultural?
- Por que algumas igrejas crescem e outras morrem?
- Quais as causas de uma igreja em crescimento parar de crescer, estacionar e depois declinar?
- Existem fatores comuns encontrados nas igrejas em crescimento?
- Existem princípios que funcionam em todas as culturas?
- Quais as barreiras que impedem o crescimento?
- Quais são as teorias que cercam uma igreja em ascensão, que hoje não são mais verdadeiros ou nunca foram?
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES:
Gênesis 1- O princípio de criação e multiplicação estabelecido por Deus. Ele nos abençoou e, com base nessa benção, pode exigir o crescimento. Ele revela que, em qualquer situação, mesmo nas mais desfavoráveis, o Seu propósito é que cresçamos, que nos multipliquemos.
Lucas 25 - Na parábola dos talentos Jesus deixa claro que há um fator mínimo de crescimento, intrínseco, do recurso deixado à nossa disposição. Que esse recurso vai se reproduzir, a não ser que impeçamos. Ele vai requerer de nós que, no mínimo, demos conta disso.
Lucas 8 - Fica claro que há uma "força" natural da semente para que ela cresça, e que toda dificuldade é só aquela apresentada pelo terreno onde ela é semeada. Se o terreno é bom, o seu fruto, naturalmente, virá.
OITO MARCAS DE QUALIDADE DA IGREJA.
Algumas igrejas defendem a construção de “mega igrejas”, como o meio mais eficaz de saturar a sociedade com o evangelho. Outras, reduzem o “tamanho ideal da igreja” a pequenos grupos. Umas crêem que o culto totalmente voltado para incrédulos é o segredo do sucesso; outras garantem que o culto deve ser o lugar da adoração e de edificação para os cristãos. Algumas exaltam novas estratégias de marketing como método mais eficaz de crescimento, enquanto outras crescem com sucesso sem jamais ter ouvido falar de marketing.
Um dos grandes problemas é não observar com precisão a diferença entre:
modelos - experiências bem sucedidas de alguma igreja em algum lugar, e segundo condições e circunstâncias especificas; e
princípios - fundamentos que valem para todas as igrejas em qualquer lugar e qualquer ambiente.
Por isso várias igrejas têm reivindicado um caráter universal para suas experiências, enquanto alguns princípios universais são considerados apenas como uma entre muitas propostas.
Aprender com igrejas que crescem significa observar de perto suas práticas,
atentos para identificar os princípios que determinam esse comportamento,
e não simplesmente adotar ou imitar suas práticas.
QUADRO COMPARATIVO DO DESENVOLVIMENTO DA IGREJA:
Table 1
0
- QUANTIDADE -
+ QUALIDADE +
+ QUALIDADE + 2
+ QUANTIDADE +
- QUANTIDADE -
+ QUALIDADE +
+ QUALIDADE + 2
+ QUANTIDADE +
1
- QUANTIDADE -
% IGREJAS COM QUALIDADE ACIMA E
CRESCIMENTO ABAIXO DA MÉDIA.
% IGREJAS COM QUALIDADE E
CRESCIMENTO ACIMA DA MÉDIA.
+ QUANTIDADE +
2
- QUANTIDADE -
% IGREJAS COM QUALIDADE ABAIXO DA MÉDIA E DIMINUIÇÃO DE MEMBROS.
% IGREJAS COM QUALIDADE ABAIXO E CRESCIMENTO ACIMA DA MÉDIA.
+ QUANTIDADE +
3
- QUANTIDADE -
- QUALIDADE -
- QUALIDADE -
+ QUANTIDADE +
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PONTOS PARA REFLEXÃO: do livro “Igreja com Propósitos” de Rick Warren.
- O desafio para a Igreja do século XXI será sua saúde espiritual, e não o seu crescimento.
- “Mentes são como pára-quedas; só funcionam abertas.”
- Pergunta errada: “O que fará a Igreja crescer?”
- Pergunta certa: “O que impede o crescimento da Igreja?”
- Visão não é só a habilidade de ver o futuro, mas, também, a habilidade de acessar e usar com precisão as mudanças.
- Muitos dos nossos êxitos vêm de lutas e erros. E, muitas descobertas foram puramente acidentais.
- Você pode medir a força e saúde de uma igreja mais por sua capacidade de enviar missionários do que pela quantidade de bancos que possui.
MARCA NÚMERO 1:
LIDERANÇA CAPACITADORA.
O tom predominante das literaturas a respeito de liderança é que o estilo de liderança dos pastores de igrejas que crescem é mais voltado para coisas do que para pessoas, mais preocupado com objetivos do que relacionamentos,
mais autoritarismo, hierarquia, do que trabalho de parceria. Na sua maioria, baseados em mega-igrejas que não são, decididamente, as que mais crescem.
É evidente que ser orientado por objetivos no trabalho é uma qualidade imprescindível de todo líder, mas não é o aspecto fundamental que explica ou diferencia pastores de igrejas que crescem das que não crescem.
A pesquisa comprova que mesmo que os pastores de igrejas crescem não sejam mestres em relacionamento, que até se percam em detalhes nos relacionamentos com as pessoas, o fato é que, na média, o seu estilo de liderança é mais relacional, mais voltado para pessoas, para parcerias.
A palavra que melhor resume essa diferença é CAPACITAÇÃO. Os líderes das igrejas que crescem concentram seus esforços em capacitar outras pessoas para o ministério. Não usam seus colaboradores para alcançar seus próprios objetivos. Pelo contrário, a pirâmide de autoridade é invertida, e eles ajudam cada um a chegar à medida de plenitude desejada por Deus. Capacitam, apóiam, motivam, acompanham a todos para que se tornem aquilo que Deus tem em mente. Nesse caso as capacidades são estimuladas tanto para os objetivos como para os relacionamentos.
Os líderes são instrumentos para capacitar os outros e levá-los à maturidade espiritual, o que leva naturalmente, “por si mesmo”, ao crescimento. Em vez de fazer a maior parte do trabalho, eles investem o maior tempo em discipulado, delegação de funções e multiplicação.
Assim, acontece a auto-organização, onde a energia despendida se multiplica quase infinitamente. Em lugar de se tentar movimentar a Igreja por meio de pressão e força humanas, o poder de Deus é simplesmente liberado.
No caso dos conceitos de liderança baseados em mega-igrejas, o que se tem são “gênios” da liderança, dotados de uma variedade tão grande e especial de habilidades, que o modelo não pode ser reproduzido em outro lugar.
Enquanto o “modelo tecnocrata” tem necessidade de um “guru”, que se apresente na forma de um sacerdote clássico ou como gerente de crescimento da igreja, os “modelos espiritualizados” geralmente têm dificuldade de se submeter a algum ou mesmo qualquer tipo de liderança.
Dois resultados interessantes sobre os pastores e seu estilo de liderança:
- A formação teológica acadêmica tem uma relação fortemente negativa com o crescimento e com a qualidade de uma igreja.
- A disposição de aceitar ajuda de fora, ou aconselhar-se com um colega sobre seu trabalho é a variável mais forte em relação à qualidade e crescimento.
MARCA NÚMERO 2:
MINISTÉRIOS ORIENTADOS PELOS DONS.
Aqui é possível entender o que denominamos de “processos automáticos de crescimento” dados por Deus. A estratégia de trabalho de acordo com os dons se baseia na seguinte convicção: - Deus mesmo determinou quais são aqueles cristãos que vão desempenhar melhor certos ministérios. A medida em que vivem de acordo com seus dons espirituais eles não trabalham pelas próprias forças, mas o Espírito de Deus trabalha neles e através deles. Assim, pessoas comuns podem efetuar tarefas especiais.
Nenhuma outra marca de qualidade da igreja tem tanta influência sobre a vida pessoal e a vida na Igreja, quanto à questão da adequação dos dons. Há uma correspondência significativa entre a orientação da vida de acordo com os dons, e a alegria de viver. Com isso, o desenvolvimento da Igreja deixa de ser
o assunto para uns poucos funcionários e estrategistas eclesiásticos e passa a ser o aspecto fundamental na vida de cada membro.
O uso dos dons espirituais é a possibilidade de colocarmos em prática aquilo que está garantido na Palavra como “sacerdócio universal dos crentes”. Mas, como transformar isso em realidade, se muitos nem sabem em que área Deus os capacitou e chamou?
O modelo tecnocrático tem a tendência de inventar ministérios que cada cristão deveria assumir para depois sair à procura dos “voluntários” para a realização das tarefas. Se não são encontrados usa-se de pressão para conseguí-los. As tarefas são fixadas e as pessoas devem se adaptar a elas.
Já o modelo espiritualizado se nega a enquadrar-se na estrutura e colocar os seus dons a serviço de tarefas específicas da Igreja. O que poderia ser algo pouco ou não espiritual. Ainda mais que muitos identificam os dons como coisa sobrenatural, espetacular, acima do normal.
Os ministérios orientados pelos dons e a capacitação, o treinamento para as tarefas é o ponto marcante de diferenciação entre as igrejas que crescem e as que não crescem.
MINISTÉRIOS CORRESPONDENTES AOS DONS:
Table 2
0
- QUANTIDADE -
+ QUALIDADE +
+ QUALIDADE + 2
+ QUANTIDADE +
- QUANTIDADE -
+ QUALIDADE +
+ QUALIDADE + 2
+ QUANTIDADE +
1
- QUANTIDADE -
73% DAS IGREJAS COM
QUALIDADE ACIMA E DECRESCEM.
68% DAS IGREJAS COM QUALIDADE
E CRESCIMENTO ACIMA DA MÉDIA.
+ QUANTIDADE +
2
- QUANTIDADE -
09% DAS IGREJAS COM
QUALIDADE ABAIXO E DECRESCEM.
11% DAS IGREJAS COM
QUALIDADE ABAIXO E QUE CRESCEM.
+ QUANTIDADE +
3
- QUANTIDADE -
- QUALIDADE -
- QUALIDADE -
+ QUANTIDADE +
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MARCA NÚMERO 3:
ESPIRITUALIDADE CONTAGIANTE.
Em igrejas com tendências legalistas, em que ser cristão significa concordar com uma determinada doutrina, a paixão espiritual está abaixo da média.
O que diferencia as igrejas que crescem das que não crescem, as com qualidade acima da média das com qualidade abaixo da média, é se os crentes vivem a sua fé com entusiasmo, dedicação, fogo e paixão.
Para melhor entender essa marca de qualidade devemos observar o que acontece na vida de oração dos cristãos.
Enquanto o tempo gasto em oração tem uma pequena relação com a qualidade e o crescimento da igreja, o aspecto de uma experiência inspiradora na oração
interfere de maneira marcante na qualidade e quantidade da Igreja. O mesmo ocorre em relação ao uso pessoal da Bíblia e a outros fatores determinantes para a espiritualidade pessoal.
A espiritualidade dos cristãos não depende do estilo piedoso e nem de certas práticas espirituais, tidos como motivos de crescimento por vários grupos. Ter a doutrina correta, por si só, não garante o crescimento da Igreja, por mais ortodoxa que ela seja e por melhor que seja o seu conhecimento bíblico.
Ela não pode esperar crescimento, se não aprender a viver e transmitir a outros a sua fé com entusiasmo contagiante. Uma experiência que reflita, que seja a evidência de um encontro real com Jesus. Sempre que a luta pela doutrina correta tomar o lugar do esforço por uma vida pessoal com Jesus, a paixão libertadora não terá espaço e o que se verá é um fanatismo deformado.
É interessante notar que o entusiasmo pela fé, presente nas igrejas com um índice de qualidade elevado, quase sempre anda lado a lado com o entusiasmo pela igreja local da pessoa.
ENTUSIASMO:
Table 3
0
- QUANTIDADE -
+ QUALIDADE +
+ QUALIDADE + 2
+ QUANTIDADE +
- QUANTIDADE -
+ QUALIDADE +
+ QUALIDADE + 2
+ QUANTIDADE +
1
- QUANTIDADE -
70% DAS IGREJAS COM
QUALIDADE ACIMA E DECRESCEM.
76% DAS IGREJAS COM QUALIDADE
E CRESCIMENTO ACIMA DA MÉDIA.
+ QUANTIDADE +
2
- QUANTIDADE -
33% DAS IGREJAS COM
QUALIDADE ABAIXO E DECRESCEM.
52% DAS IGREJAS COM
QUALIDADE ABAIXO E QUE CRESCEM.
+ QUANTIDADE +
3
- QUANTIDADE -
- QUALIDADE -
- QUALIDADE -
+ QUANTIDADE +
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MARCA NÚMERO 4:
ESTRUTURAS FUNCIONAIS.
Esse é o ponto mais controvertido entre as oito marcas de qualidade da Igreja.
Talvez, pelo fato de que alguns paradigmas marquem, fortemente, inconsciente ou conscientemente, de maneira negativa a vida da Igreja.
Enquanto o modelo espiritualizado levanta dúvidas sobre a verdadeira espiritualidade das estruturas, o modelo pragmático considera algumas delas como sendo essenciais à vida da Igreja. Os mais ortodoxos não se preocupam com o substantivo - “estruturas”, mas com o adjetivo - “funcionais”. O tradicionalismo, de qualquer espécie, tem influência negativa muito forte sobre o crescimento e a qualidade de vida de uma igreja.
Um dos fundamentos nos quais se baseia essa marca de qualidade é o “princípio da liderança por ministério”, porque ilustra a essência desta marca. Trata-se da identificação de estruturas que possibilitem uma multiplicação. Onde os líderes não existem apenas para liderar, mas para formar novos líderes. O que, apesar das diferentes culturas, denominações e origens, caracteriza em todo o mundo as igrejas com alto índice de qualidade.
Aquele que adota essa forma de trabalho está sempre testando as estruturas
para ver o que pode ser feito para que elas sirvam sempre melhor ao organismo da Igreja. Tudo o que não contribui para esse objetivo é mudado ou eliminado. Por meio desse processo constante de auto-renovação evita-se o surgimento de estruturas enrijecidas e inflexíveis.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES:
Gênesis 1 - O princípio criativo de Deus se revela num ambiente, inicialmente, sem forma e vazio.
Gênesis 2 – Começando de algo sem forma, Deus revela Seu propósito dando forma, formando.
Filipenses 2 - O próprio Jesus, mesmo sendo Filho, na perspectiva da revelação da Igreja como coisa nova, deixou a forma de Deus e assumiu a forma de homem esvaziando-se de Si mesmo.
João 15 - Jesus nos revela que os galhos que não produzem frutos, apesar de manterem a estrutura, serão cortados e queimados.
TRADICIONALISMO:
Table 4
0
- QUANTIDADE -
+ QUALIDADE +
+ QUALIDADE + 2
+ QUANTIDADE +
- QUANTIDADE -
+ QUALIDADE +
+ QUALIDADE + 2
+ QUANTIDADE +
1
- QUANTIDADE -
11% DAS IGREJAS COM
QUALIDADE ACIMA E DECRESCEM.
08% DAS IGREJAS COM QUALIDADE
E CRESCIMENTO ACIMA DA MÉDIA.
+ QUANTIDADE +
2
- QUANTIDADE -
50% DAS IGREJAS COM
QUALIDADE ABAIXO E DECRESCEM.
32% DAS IGREJAS COM
QUALIDADE ABAIXO E QUE CRESCEM.
+ QUANTIDADE +
3
- QUANTIDADE -
- QUALIDADE -
- QUALIDADE -
+ QUANTIDADE +
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MARCA NÚMERO 5:
CULTO INSPIRADOR.
Provavelmente não existe outro campo onde a diferença tão importante entre modelos e princípios seja tão mal usada como na questão do culto. Muitos cristãos pensam que precisam adotar modelos de cultos de outras igrejas
porque vêem neles uma razão para o crescimento.
Há cristãos que estão convictos de que o culto voltado essencialmente para o visitante seja um princípio de crescimento da igreja. Partem da idéia de que o culto para o visitante é um princípio de eficácia universal, o que está provado não ser a verdade.
Podemos direcionar os nossos cultos totalmente para cristãos ou para não cristãos, podemos realizá-los na língua de “Canaã” ou em linguagem secular,
podemos celebrá-los de forma litúrgica ou de forma livre, mas, tudo isso não é essencial para o desenvolvimento da igreja.
A pergunta é: - Será que a sua participação no culto é uma experiência inspiradora para o visitante?
O sentido literal da palavra inspiração é a que vem do Espírito de Deus, que quando age produz conseqüências evidentes sobre a organização do culto e sobre a atmosfera sensível dos presentes.
Pela ótica dos que vêem no culto o cumprimento de um dever cristão, as pessoas não devem esperar por uma experiência agradável e inspiradora.
Trata-se mais de um “serviço” a Deus do que um momento prazeroso. Às vezes essa idéia é acompanhada do raciocínio de que Deus estará na obrigação de recompensar o esforço empreendido.
Enquanto que os que “espiritualizam” esse momento atentam apenas para os aspectos subjetivos, desprezando coisas como ordem, arrumação do ambiente, recepção eficaz , moderação e coerência.
CULTO DIRECIONADO PARA O VISITANTE:
Table 5
0
- QUANTIDADE -
+ QUALIDADE +
+ QUALIDADE + 2
+ QUANTIDADE +
- QUANTIDADE -
+ QUALIDADE +
+ QUALIDADE + 2
+ QUANTIDADE +
1
- QUANTIDADE -
04% DAS IGREJAS COM
QUALIDADE ACIMA E DECRESCEM.
03% DAS IGREJAS COM QUALIDADE
E CRESCIMENTO ACIMA DA MÉDIA.
+ QUANTIDADE +
2
- QUANTIDADE -
01% DAS IGREJAS COM
QUALIDADE ABAIXO E DECRESCEM.
03% DAS IGREJAS COM
QUALIDADE ABAIXO E QUE CRESCEM.
+ QUANTIDADE +
3
- QUANTIDADE -
- QUALIDADE -
- QUALIDADE -
+ QUANTIDADE +
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MARCA NÚMERO 6:
GRUPOS FAMILIARES.
A multiplicação constante dos grupos familiares é um princípio universal de crescimento da Igreja. E o fator decisivo para que esse grupo seja eficaz, é que ele seja completo em si mesmo. Ou seja, além dos estudos bíblicos as verdades aprendidas são constantemente relacionadas aos acontecimentos e realidades da vida dos que estão no grupo. De modo que os participantes têm a oportunidade de levar à comunhão do grupo questões do seu dia-a-dia.
Se um dos fatores de qualidade pode ser considerado o mais importante,
então é, sem dúvida, a multiplicação de pequenos grupos.
Quanto maior é a igreja, tanto maior é a importância do princípio dos grupos familiares com vistas ao crescimento da igreja.
Eles são o lugar onde os cristãos, com seus dons, aprendem a servir e se ocupar dos outros participantes, membros ou não do grupo. Além de servirem como núcleo de produção de novos líderes, são instrumento de transferência de vida em vez do estudo de conceitos abstratos.
Table 6
0
- QUANTIDADE -
+ QUALIDADE +
+ QUALIDADE + 2
+ QUANTIDADE +
- QUANTIDADE -
+ QUALIDADE +
+ QUALIDADE + 2
+ QUANTIDADE +
1
- QUANTIDADE -
60% DAS IGREJAS COM
QUALIDADE ACIMA E DECRESCEM.
78% DAS IGREJAS COM QUALIDADE
E CRESCIMENTO ACIMA DA MÉDIA.
+ QUANTIDADE +
2
- QUANTIDADE -
06% DAS IGREJAS COM
QUALIDADE ABAIXO E DECRESCEM.
21% DAS IGREJAS COM
QUALIDADE ABAIXO E QUE CRESCEM.
+ QUANTIDADE +
3
- QUANTIDADE -
- QUALIDADE -
- QUALIDADE -
+ QUANTIDADE +
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MARCA NÚMERO 7:
EVANGELIZAÇÃO ORIENTADA PARA AS NECESSIDADES.
A tarefa de cada cristão é investir os seus dons específicos para o cumprimento do propósito da evangelização. Servir o não cristão, com quem ele se relaciona, com o dom que Deus lhe deu e engajar-se para que a pessoa entre em contato com o evangelho. Nisso a evangelização orientada pelas necessidades difere das formas “manipulativas” em que essa orientação pelas necessidades é substituída, com freqüência, por pressão sobre o incrédulo.
É fundamental fazer a diferença entre os cristãos que receberam de Deus o dom de evangelista e cristãos a quem Deus deu outros dons. Tanto que as igrejas que sabem reconhecer os que têm esse dom e os estimula e encaminha para o seu ministério, são as de índice de qualidade mais elevado.
Desafiar os cristãos a fazerem novos contatos com não cristãos não é nenhum princípio de crescimento. O que, interessa de fato, é aproveitar bem os contatos que já existem para a evangelização. Nas igrejas pesquisadas, mesmo aquelas que se queixam de terem perdido o contato com o mundo fora, a quantidade de contatos é tão grande que não há necessidade de enfatizar a procura de novos contatos.
O DOM DE EVANGELISTA:
Table 7
0
- QUANTIDADE -
+ QUALIDADE +
+ QUALIDADE + 2
+ QUANTIDADE +
- QUANTIDADE -
+ QUALIDADE +
+ QUALIDADE + 2
+ QUANTIDADE +
1
- QUANTIDADE -
65% DAS IGREJAS COM
QUALIDADE ACIMA E DECRESCEM.
70% DAS IGREJAS COM QUALIDADE
E CRESCIMENTO ACIMA DA MÉDIA.
+ QUANTIDADE +
2
- QUANTIDADE -
21% DAS IGREJAS COM
QUALIDADE ABAIXO E DECRESCEM.
43% DAS IGREJAS COM
QUALIDADE ABAIXO E QUE CRESCEM.
+ QUANTIDADE +
3
- QUANTIDADE -
- QUALIDADE -
- QUALIDADE -
+ QUANTIDADE +
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MARCA NÚMERO 8:
RELACIONAMENTOS MARCADOS PELO AMOR FRATERNAL.
Igrejas que crescem têm, em média, um quociente de amor mensurável mais elevado do que as igrejas estagnadas ou em declínio. Existe uma relação fortíssima entre a capacidade de amar e o potencial de crescimento.
Para elevarmos esse quociente de amor é necessário avaliar quanto tempo os membros da igreja gastam com cristãos fora das atividades da igreja, com que freqüência eles se convidam para uma refeição ou para um cafezinho, quanto eles se elogiam uns ao outros na igreja, em que medida os líderes conhecem as necessidades pessoais dos seus auxiliares, quanto se ri na igreja.
O que pode parecer supérfluo para muitos, esconde princípios fundamentais de crescimento da igreja. O sorriso na igreja tem uma importância significativa na sua qualidade e crescimento. E, sem desmerecê-los, supera aspectos como campanha evangelísticas de massa, um culto voltado para o visitante e a batalha espiritual. Ainda que não se dê muita importância a isso nas literaturas que tratam desse assunto.
Amor de verdade dá brilho à Igreja, produzido por Deus. E as pessoas sem Deus não precisam de discursos sobre amor; elas querem experimentar o amor cristão no seu cotidiano. E quanto mais tecnocrática for a igreja mais dificuldade ela terá em transformar em prática o mandamento do amor cristão.
Nessas igrejas os esforços para amar tornam-se um tanto artificiais.
O modelo da espiritualização também traz perigos para a capacidade de amar de uma igreja. Com o conceito de que o amor é um sentimento que vem e vai misteriosamente, perde-se a percepção do fato de que o amor é fruto, ação, atitude, obediência.
“Sempre que o amor é deixado de lado, o desenvolvimento da Igreja nas outras áreas acaba por ficar bloqueado em algum ponto.”
CONCLUSÃO DA PESQUISA:
NENHUMA MARCA DE QUALIDADE PODE FALTAR.
Com base nos dados coletados é possível demonstrar três teses:
1. Igrejas que crescem, via de regra, se diferenciam estatisticamente, de forma significativa, nas oito marcas, das igrejas em declínio. Elas apresentam, portanto, qualidade superior mensurável.
2. Há exceções para essa regra, ou seja, existem igrejas que crescem numericamente e que têm índice de qualidade abaixo da média. O crescimento numérico pode ser alcançado também de outras formas além das oito marcas de qualidade.
3. Existe um valor qualitativo possível de ser comprovado estatisticamente, que sempre leva uma igreja ao crescimento.
ASPECTOS DA VIDA DA IGREJA QUE SE DESENVOLVE:
A - A liderança se comprometeu de corpo e alma com seu crescimento;
B - os membros usam seus dons para o bem-estar da igreja;
C - A fé é vivida e praticada com empolgação contagiante;
D - As estruturas são testadas e renovadas de acordo com o que é bom para o desenvolvimento sadio da igreja;
E - A participação nos cultos é a experiência mais marcante para a maioria dos membros;
F - Tem grupos familiares onde se experimenta o poder do amor e da cura no exercício da comunhão cristã.
G - Cada membro dá, de acordo com seu dom, sua contribuição
para a evangelização das pessoas.
O FATOR MÍNIMO.
A estratégia do Fator Mínimo vai nos ajudar a fazer menos do que temos feito até agora,e fazermos as coisas certas. Partindo do ponto de que as marcas de qualidade menos desenvolvidas são as que mais bloqueiam o crescimento da igreja. Colocando isso na ordem inversa, se concentrarmos nossos esforços nos fatores mínimos, poderemos esperar resultados positivos disso. Outro aspecto é que a igreja pode ter algumas marcas de qualidade que estejam acima da média, mas ela estará limitada por aquela que, estando abaixo da média, significa o seu padrão mínimo.
Podemos usar para ilustração as descobertas feitas pelo biólogo e químico Justus von Liebig há aproximadamente 150 anos atrás. Ele descobriu que uma planta precisa de quatro elementos básicos para o seu desenvolvimento: cálcio, potássio, fósforo e nitrogênio. Se esses elementos estão presentes na terra na medida necessária, então o crescimento acontece naturalmente.
O processo é interrompido quando um dos minerais está em falta. Se a adubação é feita de acordo com a carência, a planta volta a crescer normalmente. Mas se adubamos com um dos quatro elementos, apenas porque foi ele o usado na última adubação e a experiência foi bem sucedida; a falta se torna em excesso. O que pode causar um envenenamento da planta.
O mesmo ocorre com aqueles ministérios que apenas imitam algumas estratégias de outros ministérios bem sucedidos. Aplica-se o método bem sucedido em outro lugar, sem uma análise sobre a verdadeira necessidade,
ou a identificação do que seria o seu fator mínimo. O que deveria adubar, envenena; o que seria para desenvolver passa a inibir.
O correto é identificar o fator mínimo e, então utilizar os pontos mais fortes para "trabalharem" em favor dos pontos mais fracos.
DIAGRAMAS ILUSTRATIVOS DO FATOR MÍNIMO:
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BIBLIOGRAFIA:
- Desenvolvimento natural da Igreja, O, Christian A. Schwarz.
- Igreja com Propósitos, A, Rick Warren.
PRINCÍPIOS VITAIS E FUNCIONAIS DA VIDA DA IGREJA.
A vida da Igreja é segundo a Natureza de Cristo. Muito além de ser uma organização regida por normas e regulamentos, a Igreja é um Organismo Vivo que se comporta de acordo com seus princípios vitais e funcionais.
Há mais de uma referência a Cristo comparando-o a uma árvore frutífera. Podemos, então, sem dúvida, usar a figura de uma árvore para ilustrar aspectos e fases da vida da Igreja, uma vez que ela o Corpo Vivo de Cristo.
- Romanos 11 – “Você, sendo oliveira brava, foi enxertado entre os outros e agora participa da seiva que vem da raiz da Oliveira Cultivada, não se glorie contra esses ramos. Se o fizer, saiba que não é você quem sustenta a raiz, mas a raiz a você. Então, você dirá: ‘Os ramos foram cortados, para que eu fosse enxertado’.”
- João 15 – “Eu sou a Videira Verdadeira, e meu Pai é o Agricultor. Todo o ramo que, estando em mim, não dá fruto, Ele o corta; e todo o ramo que dá fruto Ele poda, para que dê mais fruto ainda. Vocês já estão limpos, pela Palavra que lhes tenho falado. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo.”
1. FECUNDAÇÃO – Frutificação segundo a Espécie.
Na Criação, Deus revelou o Princípio da Geração segundo a Identidade:
- As árvores só dão fruto segundo a sua espécie.
- O homem foi criado como imagem segundo a Semelhança de Deus.
Deus é o “Eu Sou”, portanto faz todas as coisas segundo o que Ele é. O aspecto mais contundente do Seu Poder não é o que Ele é capaz de fazer, mas Quem Ele é. O princípio estabelecido por Deus, então, é:
- “Façamos o homem, a imagem visível de Quem somos”.
Satanás, na sua astúcia, vem propor ao homem algo que aparenta uma ação semelhante, mas que tem uma motivação totalmente oposta:
- “No dia em que você comer (fizer), então você será”.
Deus determina o princípio de que o fazer deve ser uma expressão visível de quem somos; enquanto Satanás propõe o fazer como um meio de sermos o que não somos. O princípio divino é de que as obras devem ser motivadas por uma convicção – Fé; enquanto a disposição humana natural e demoníaca, é movida de incerteza e carência.
A essência e o fundamento da vida da Igreja é o conhecimento – a consciência do Amor de Deus. De tal modo, que as ações da Igreja não são para viabilizar seu acesso a Deus, mas para manifestar quanto já somos íntimos Deus.
Toda ação da Igreja é movida para a necessidade, porque tem a revelação e a convicção de como pode supri-la. A composição Cobiça + Vaidade no coração do homem faz com que ele seja movido pelanecessidade, escravo do desejo ele sofre da expectativa de satisfazê-la.
Antes de fazer qualquer coisa, é fundamental identificar de que espécie nós somos; para que nada seja feito por mera necessidade, ou por conta de uma tentativa de escapar de uma crise de identidade.
O desafio primeiro da Igreja é ser sensível ao Espírito Santo, garantindo um ambiente favorável à Sua ação, para que revele no coração das pessoas as características de cada espécie, para que as pessoas exerçam seus ministérios na plenitude da sua vocação. Um exemplo disso é que a primeira tarefa dada por Deus a ele foi dar nome às coisas; e a primeira ação ao ficar diante da sua companheira foi lhe dar um nome.
A definição da identidade determina a qualidade do que é gerado na Igreja.
2. GERMINAÇÃO – Transformação de Energia em Matéria.
É o princípio pelo qual todas as coisas foram criadas a partir da Palavra de Deus; de modo que o que se vê foi criado do que não se vê.
- Hebreus 11 – “Pela fé entendemos que o universo foi criado pela Palavra de Deus, de modo que aquilo que se vê foi feito a partir do que não se vê”.
No processo de evolução da semente, esse é o momento em que acontecem as transformações ocultas e misteriosas. É quando se rompe a resistência da casca, para que as informações contidas no grão determinem “como e quando” os elementos e nutrientes presentes no solo devem se combinar. Apesar de serem de mesma natureza, semente e árvore serão distintas na sua aparência.
A Palavra de Deus diz que o Seu Reino é como um homem que lançou a semente na terra, e não sabe ele como a semente germinou e a terra produziu por si mesma seu fruto.
No aspecto espiritual, a fase da germinação é aquela das transformações íntimas do entendimento e dos valores, das motivações e das percepções, em que as prioridades vão mudando, em que a convicção de dar vai se tornando maior do que o desejo de receber. O Amor ganha massa; o desejo se transforma em Vontade e a intenção em Compromisso:
- “Se o grão de trigo caindo não morrer, ele fica só.”
- “O que tenta salvar sua própria vida, perde-a; mas o que a entrega por Amor a Jesus, encontra-a.”
- “O Pai me ama porque dou a minha vida, e ninguém a tira de mim. Tenho autoridade para entregá-la, e autoridade para tornar a tomá-la.”
- “Filhinhos, não amemos apenas de palavra, mas por obra e em verdade.”
3. FERTILIZAÇÃO – Multiplicação pela Geração de Filhos.
É o princípio fundamental para garantir que haja quantidade com qualidade.
É possível desfrutar crescimento sem comprometer a qualidade; desde que sejam preservadas a identidade e natureza do ministério. Deus já nos abençoou com essa capacidade, e por isso ordena que sejamos frutíferos.
O que a Igreja empreende só alcança o seu verdadeiro propósito na medida em que comunicamos virtude às pessoas. Cada gesto da Igreja é para semear no coração das pessoas a semente incorruptível do Reino de Deus, para que Elas possam conhecê-Lo como O conhecemos. Mais do que simples obras, a vocação da Igreja está em reproduzir pessoas cheias da Glória de Deus. A vontade de Deus para com a Igreja é que ela seja fértil na reprodução de filhos.
Sujeitaremos a Terra aos desígnios de Deus, na medida em que a enchermos com a Sua Glória, pela multiplicação de filhos e filhas d’Ele e a manifestação de Suas Virtudes através de nós.
Aquele que diz estar em Cristo, e não dá Fruto – filhos para Deus, será cortado fora, não porque seja infrutífero; mas porque é rebelde; pois estar com Cristo e não frutificar, é rebeldia.
4. DESENVOLVIMENTO – Liderança por Influência.
O alvo é ter uma Liderança e um Ministério consistentes, de modo que possa gerar e empreender com eficácia, administrando seu próprio crescimento com segurança e liberdade. Líderes que sejam um modelo eficaz que influencia os que o seguem, amparando-os nas suas deficiências e gerenciando seu potencial, nos processos de implantação e desenvolvimento.
O desafio é formar um modelo, que ofereça mais do que uma tarefa para cumprir, mas que seja uma referência na Visão, nos Valores, no Ensino, na Ética, nos Critérios, na Honra, no Respeito, em todos os aspectos dos relacionamentos com outros líderes e ministérios. Alguém que lidera por influência, e não pela imposição de um estilo próprio e único.
Uma liderança fundamentada em Amor, Liberdade e Alegria; e não que amedronta, impõe e coage.
5. FORTALECIMENTO – Convivência e Cooperação dos Diferentes.
Como Igreja, o nosso empenho e compromisso com a Diversidade e com a Liberdade é inegociável. A condição é que Cristo nos libertou, para que sejamos verdadeiramente livres; onde está o Espírito de Deus, aí há Liberdade e a Sabedoria de Deus é de expressão Multiforme.
A uniformização produz uma aparente e momentânea sensação de segurança e conforto; enquanto o convívio com as diferenças é desconfortável e tenso. Quando cedemos à tentação de uniformizar as características, os estilos e os métodos, em nome de uma melhor eficiência – fazer a coisa da maneira certa, ganhamos em desempenho, mas, certamente, perdemos em Eficácia – a pessoa certa fazendo a coisa certa. Foi o equívoco a respeito desta vocação que fez com que o homem, na exploração das suas competências, deixasse de usar pedras para usar tijolos, na tentativa de construir uma torre que lhe permitisse alcançar o céu, e que lhe garantisse a perpetuação do seu nome na terra. A Igreja não é para que o homem alcance a Deus no céu e não seja esquecido pelas pessoas na terra, mas é para que lembremos do Amor de Deus, que é desde os céus, e nos dediquemos a alcançar as pessoas na terra.
A Igreja não é o que produzimos um com o outro para Deus, mas o que Deus produz em nós, conosco e através de nós para outro.
6. MATURIDADE – Interdependência Funcional.
Não há Revelação e Glória no isolamento e no individualismo. Somos exortados a não fazer nada que seja movido de cobiça ou vaidade. O que motiva a comunhão da Igreja não é que todos tenham em comum um único interesse, mas que todos tenham como único interesse o que é comum.
Amor, Maturidade e Fruto são sempre inter-relacionados na Palavra de Deus.
Na comunhão do Corpo somos desafiados a manifestar mais do que apenas o nosso interesse pela benção; mas a manifestar a Vida que emana da benção.
No exercício dos dons e competências expressamos a benção que veio sobre cada um; e no esforço pela Unidade, em Amor, revelamos a identidade com Deus, pela ação do Seu Espírito, e Sua Glória é manifesta pelo Corpo.
O princípio da verdadeira autoridade está em alcançarmos a plena maturidade e nos submetemos uns aos outros, em Amor; atentando para o interesse comum. A autoridade que é estabelecida pelo próprio Deus no coração das pessoas, exercida na comunhão dos santos em favor do outro e não sobre o outro. Aquela que não precisa ser defendida e reivindicada diante dos homens.
Jesus Cristo, que era o único a poder reivindicar glória pessoal, humilhou-se e esvaziou-se. Pelo que o Pai o exaltou e colocou todos os seus inimigos debaixo dos seus pés.
- Marcos 10 – Vocês sabem que os que são considerados governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês. Ao contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo; e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo de todos.”
- João 13 – “Pois bem, se eu, sendo Senhor e Mestre de vocês, lavei-lhes os pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros.”
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