Recital de Páscoa

Introdução
É com muita alegria que apresentamos o Recital Árias da Paixão com obras de Johanes Sabastian Bach e Gioachino Rossini, apresentados pela soprano Joicy Carvalho, a mezzo soprano Sara Veras e o pianista Fábio Leite, membros da Orquestra Sinfônica de Goiânia.

Este recital foi montado em 4 movimentos composto por Árias (composições para solistas dentro de uma obra maior) extraídas de duas obras de Bach (Paixão Segundo São Mateus e Paixão Segundo São João) e uma obra de Rossini (Stabat Mater)

Os Compositores
(1685-1750)
Foi um compositor, cravista, regente, organista, professor, violinista e violista oriundo do Sacro Império Romano-Germânico, atual Alemanha. Na apreciação contemporânea Bach é tido como o maior nome da música barroca, e muitos o veem como o maior compositor de todos os tempos, ganhando também o título de "Pai da Música", elogiado e estudado por grandes compositores como Mozart e Beethoven, deixando muitas obras que constituem a consumação de seu gênero.

(1792-1868)
Foi um compositor erudito italiano, muito popular em seu tempo, que criou 39 óperas, assim como diversos trabalhos para música sacra e música de câmara. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão Il barbiere di Siviglia ("O Barbeiro de Sevilha"), La Cenerentola ("A Cinderela") e Guillaume Tell ("Guilherme Tell").

As Obras
É um oratório de Johann Sebastian Bach, que representa o sofrimento e a morte de Cristo segundo o Evangelho de Mateus, com libreto de Picander (Christian Friedrich Henrici). Com uma duração de mais de duas horas e meia (em algumas interpretações, mais de três horas) é a obra mais extensa do compositor. Trata-se, sem dúvida alguma, de uma das obras mais importantes de Bach e uma das obras-primas da música ocidental. Esta e a Paixão segundo São João são as únicas Paixões autênticas do compositor conservadas em sua totalidade.

O oratório sacro de Johann Sebastian Bach foi composto em Leipzig, no dia 7 de abril, vésperas da sexta-feira santa de 1724. A obra é uma representação dramática do texto contido no Evangelho de João, emoldurada por dois corais (abertura e final) e dramatizada de forma reflexiva em recitativos, corais, ariosos, e árias.
A Paixão é uma obra de ocasião, e por regra, foi ouvida apenas uma única vez. Sua principal intenção era apresentar o caráter dinâmico da experiência religiosa num programa didático sequencial de afetos e formas com que o ouvinte comum pudesse se identificar, criando uma ponte entre as Escrituras e a fé, à luz, naturalmente, da tradição hermenêutica fundada por Lutero. Para conseguir esse objetivo, além do conteúdo explícito dos textos, Bach recorria a um rico repertório de elementos puramente musicais para ilustrar e enfatizar o texto, elementos que por sua vez estavam associados a uma série de convenções simbólicas e alegóricas então de domínio público, um procedimento típico do Barroco em geral, no caso aplicado aos propósitos do Protestantismo.

É uma prece do século XIII. Há dois hinos que são geralmente chamados de Stabat Mater: o mais conhecido deles é chamado de Stabat Mater Dolorosa sobre as Dores de Maria. O título do hino é um incipit da primeira linha, Stabat mater dolorosa (que significa "A mãe permaneceu cheia de tristeza"). O hino chamado de Dolorosa, um dos mais pungentes e diretos poemas medievais, medita sobre o sofrimento de Maria, a mãe de Jesus, durante a crucificação. O Dolorosa já recebeu diversas composições musicais por diversos artistas, e especialmente por Rossini.

Os Intérpretes
Joicy Carvalho • Soprano
Bacharelanda em Canto pela Universidade Federal de Goiás, iniciou seus estudos em música em 2013 no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás sendo aluna na classe de canto da professora Me. Rita Mendonça. Formou-se em 2016 no Curso Técnico em Instrumento Musical – Clarineta e Canto Lírico. Enquanto aluna no IFG participou da Banda Sinfônica Nilo Peçanha como clarinetista, participou dos festivais de Arte em Goiás Velho e da primeira e segunda semana de música do Instituto Federal de Goiás. Ingressou ao Coro Sinfônico Jovem de Goiás, do qual ainda faz parte, em 2015, e lá foi convidada para solar a obra “Missa No. 2 em G” de Franz Shubert sob a regência do maestro Weber Assis. Em 2017 ingressa na Universidade Federal de Goiás tendo como professores nesse período Dra. Ângela Barra, professor Me. Adriano Pinheiro e professora Dra. Marilia Álvares, do qual é atual aluna. Fez parte do Coro de Câmara da Universidade. Desde 2018 integra o naipe de Sopranos no Coro Sinfônico de Goiânia, sendo convidada para atuar como solista nas obras de Georg Friedrich Handel (Dixit Dominus) e (Messiah). Participou do Primeiro e Festival de Ópera em Goiânia, em 2018, atuando como cantora da rádio na opereta “A Noiva do Condutor”. Em 2019 participou do Festival de Ópera em Goiânia atuando como solista na opereta “Amahl e os Visitantes da Noite”. Atualmente realizou concertos cantando Árias de Ópera com a Orquestra Sinfônica de Goiânia e Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás.

Sara Veras • Mezzo Soprano
Atuante Coro Sinfônico de Goiânia, Coro Sinfônico Jovem de Goiás e Coro de Câmara da Universidade Federal de Goiás. Iniciou seus estudos de canto no Instituto Gustav Ritter. Possui uma vasta experiência profissional na área da música popular brasileira. Cantou por vinte anos em Brasília, integrando os grupos Banda Tropical, Banda do Cerrado, além de atuar no Bar e Restaurante Gafi. Participou de diversos festivais e concursos de música popular brasileira, atuando também em gravações solo e em grupo. Em Goiânia, Sara Veras tem atuado intensamente como solista em diversos projetos de ópera e musicais. Em 2016 fez o papel da mensageira na ópera L’Orfeu de Monteverdi, sob a regência do maestro Roberto Zarpellon. Atuou como Mama Lucia (Cavaleria Rusticana) no Festival de Ópera de Goiânia (FOGO) e no papel de mãe na ópera goiana Décima Quarta Estação de Estércio Marquez. Atuou ainda como solista na 9ª Sinfonia de Beethoven, Te Deum de Bruckner e na Paixão Segundo São Mateus de Bach.

Fábio Leite • Pianista
Bacharel em piano pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Formado no ano de 2012, na classe da professora Consuelo Quireze Rosa. De 2009 a 2016 recebeu regularmente orientação do professor Luiz Medalha Filho, que lhe forneceu meios importantes para o seu crescimento técnico-musical. À partir do ano de 2013 é pianista correpetidor do Coro da Orquestra Sinfônica de Goiânia (OSGO). De 2014 a 2015 foi professor do Instituto Federal de Goiás (IFG), em 2016 e entre 2019 e 2021 foi professor de piano no Itego Basileu França. Foi ganhador do Prêmio Artista Revelação do I Concurso Jovens Solistas da Orquestra Filarmônica de Goiás em 2013. Esta premiação deu-lhe a possibilidade de tocar como solista o Concerto No. 2 de Sergei Rachmaninov com a Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás (OSJG-2014). Tem se apresentado como solista, músico convidado e camerista nas diversas salas da capital goiana.


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